Publicado em: 09/07/2013 às 19:20hs
O governo federal prometeu ontem liberar R$ 700 milhões para apoiar a comercialização do milho através de leilões públicos, de Escoamento da Produção (Pep) e de Equalização de Preços (Pepro). A medida chega em boa hora para o setor, que tem um excedente recorde neste ano pressionando os preços do cereal no mercado brasileiro, especialmente em Mato Grosso, líder nacional em colheita do grão. O instrumento que é considerado o mais eficiente para o momento é o de Escoamento da Produção, que paga um prêmio usado no pagamento de frete para um comprador tirar o produto de regiões onde há excesso e abastecer onde há déficit de oferta. Esse é o caso do Nordeste brasileiro, que neste ano sofreu a pior quebra de safra da história por conta de uma seca prolongada. Como a operação de cabotagem inviabiliza o transporte de milho do Sul para o outro do lado do país, o setor recorre ao apoio público. Além dos leilões, o governo anunciou que vai liberar 1 milhão de toneladas para atender a demanda de avicultores, suinocultores e outros pecuaristas na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Norteste (Sudene).
Excedente
17,5 mi de t. é quanto deve sobrar de milho nos estoques do Brasil até o final de fevereiro. Volume é recorde – está 12 milhões de toneladas acima do ano passado – é resultado de uma colheita recorde de inverno.
Fonte: Gazeta do Povo
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