Publicado em: 26/03/2025 às 18:40hs
O ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciou nesta quarta-feira (25) pela primeira vez após se tornar réu no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Em sua declaração, Bolsonaro classificou as acusações como graves e infundadas, além de insinuar que a decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) teria motivações pessoais contra ele.
Durante uma coletiva de imprensa de aproximadamente 50 minutos, sem abrir espaço para perguntas, Bolsonaro afirmou que os comandantes das Forças Armadas jamais embarcariam em uma "aventura" como um golpe de Estado. Apesar disso, admitiu que sua gestão discutiu medidas que classificou como "excepcionalíssimas".
"Discutir hipóteses de dispositivos constitucionais não é crime", defendeu o ex-presidente, sem dar maiores detalhes sobre o conteúdo das discussões.
As investigações da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, baseadas em documentos e na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontam que, após a derrota nas eleições de 2022, houve reuniões em que foram debatidas minutas golpistas para adotar medidas que, na prática, poderiam impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.
Além de rebater as acusações, Bolsonaro voltou a levantar questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral brasileiro, um discurso recorrente desde o período eleitoral. O ex-presidente acompanhou o julgamento do STF no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho.
Fonte: Portal do Agronegócio
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