Publicado em: 10/04/2013 às 11:30hs
Assim, enquanto o frango vivo registra, até agora, desvalorização de mais de 25% em relação ao preço obtido no início do ano, as galinhas pesadas (matrizes de corte), com cotação inalterada desde o início de fevereiro passado (ou seja, há mais de 60 dias), alcançam no momento valorização superior a 10%.
Porém, o caso mais significativo é o das galinhas leves (descartes de poedeiras de ovos brancos) que, embora com estabilidade de preço mais recente que a das galinhas pesadas, obtêm há cerca de sete semanas um valor de venda quase 25% superior ao registrado nos primeiros 45 dias de 2013.
O principal efeito desse comportamento é a diminuição da distância de preços entre frango vivo e descartes, especialmente o de galinhas pesadas, que têm valor entre 3,5 a 4 vezes superior ao das galinhas leves. Dessa forma, enquanto no início do ano uma galinha pesada descartada obtinha (em quilos) remuneração correspondente a 58% do preço recebido pelo frango vivo, agora essa remuneração equivale a quase 90% da cotação do frango.
Isso significa, primeiro, que a comercialização de uma matriz de corte em final de ciclo (bem mais pesada que o frango) propicia remuneração superior à obtida com uma cabeça de frango vivo. E, segundo, que mantidos os atuais níveis de desvalorização do frango vivo, logo sua cotação (ora em R$2,20/kg) corre o risco de empatar com a da galinha pesada (atualmente, R$1,95/kg).
O que aparenta ser uma contradição (uma vez que, ao final, tudo não passa de carne avícola) e, provavelmente, é fato inédito na atividade, tem explicação lógica: a corrente valorização das galinhas pesadas é reflexo do baixo alojamento de matrizes de corte no decorrer de 2012. Como hoje faltam pintos, a solução é esticar ao máximo a vida útil das matrizes alojadas em menor volume, o que faz com que os descartes agora sejam mínimos.
Mas isso se aplica também às poedeiras leves? Quase com certeza, mesmo porque vêm registrando índice de valorização superior ao das galinhas pesadas. Neste caso, torna-se questionável a indicação de que, no ano passado, o alojamento de novas poedeiras de ovos brancos aumentou mais de 9% em relação a 2012.
Fonte: Avisite
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