Publicado em: 02/04/2025 às 14:00hs
A recente imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada no início de 2025, traz desafios consideráveis para setores estratégicos da economia nacional. As novas tarifas afetam principalmente a indústria siderúrgica, o agronegócio e a produção manufaturada, obrigando exportadores a revisar contratos, readequar estratégias comerciais e explorar novos mercados para sustentar sua competitividade.
Thiago Oliveira, CEO da Saygo, empresa especializada em comércio exterior, destaca que a imposição de tarifas representa um obstáculo importante para as empresas brasileiras que dependem do mercado norte-americano. "É essencial que as empresas ajam rapidamente para minimizar os impactos dessa medida. Diversificar os mercados e agregar valor aos produtos são estratégias chave para superar esse cenário adverso", afirma Oliveira.
A imposição de tarifas extras pelos Estados Unidos afeta três setores brasileiros de maneira mais intensa:
Diante das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, empresas brasileiras têm buscado ampliar sua presença em mercados alternativos. O Canadá, por exemplo, tem se consolidado como uma opção viável para os exportadores. Em 2023, o volume de exportações brasileiras para o país cresceu de forma significativa, evidenciando uma tendência de diversificação comercial. "O Canadá oferece um ambiente regulatório estável e acordos comerciais favoráveis ao Brasil, o que o torna um destino estratégico para quem deseja reduzir a dependência do mercado americano", explica Oliveira.
A União Europeia também desponta como uma alternativa importante, especialmente após o avanço das negociações do acordo entre o Mercosul e a UE. O bloco europeu representa um mercado robusto para os produtos brasileiros, e a redução gradual das tarifas pode abrir novas oportunidades para os exportadores. Além disso, mercados emergentes como Índia e países do Sudeste Asiático têm demonstrado crescente demanda por commodities e produtos industrializados, ampliando as alternativas para exportadores em busca de novas oportunidades comerciais.
Para enfrentar o novo cenário tarifário, Oliveira aponta algumas estratégias essenciais para empresas que desejam manter sua competitividade no comércio exterior:
Para Thiago Oliveira, o Brasil precisa acelerar sua adaptação às mudanças no comércio global e reforçar sua presença nos mercados internacionais. "Este é um momento que exige agilidade e visão estratégica das empresas exportadoras. As empresas que conseguirem diversificar seus mercados e agregar valor aos seus produtos saíram fortalecidas desse cenário desafiador", conclui o CEO da Saygo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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