Publicado em: 09/07/2013 às 17:20hs
Na sessão de hoje, por volta de 12h30 (horário de Brasília), o julho já superava os US$ 16 por bushel, com alta de 11,50. Os demais contratos subiam entre 12,75 e 14,75 pontos. O milho registrava um avanço de quase 10 pontos nos principais vencimentos e o trigo, liderando as altas, tinha quase 20 pontos positivos.
Além do cenário de fundamentos ainda bastante positivo para o mercado no curto prazo, a demanda aquecida por grãos da safra nova dos Estados Unidos também atuavam como um catalisador para as altas desta terça. Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de volumes de soja, milho e trigo dos EUA para a China e outros destinos com entrega prevista para a temporada 2013/14, confirmando a continuação dessa firmeza da demanda.
"A demanda segue bastante aquecida, principalmente, por parte dos chineses. Eles estão comprando praticamente todos os tipos de grãos que tem no mercado, o mercado começa a entender a situação chinesa, que nesse ano a demanda está em crescimento e, provavelmente, eles terão problemas com a safra local e isso vai necessitar de grandes volume de importação, e isso já vem se confirmando. Só no caso do trigo, eles compraram mais de 1 milhão de toneladas na última semana, e isso serve para apoiar e estimular os demais produtos", explicou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
Ainda segundo o consultor, nesse momento os preços de importantes alimentos, como os grãos, por exemplo, são considerados baratos para esse momento, já que em determinados vencimentos registram os menores patamares em 14 meses. Assim, aproveitam o momento para garantir seus estoques, realizando compras constantes e de volumes significativos.
Sobre a nova safra norte-americana, ontem o USDA atualizou seu boletim de acompanhamento de safra, porém, não trouxe novidades em relação às condições das lavouras com números em linha com os apresentados na semana anterior.
Para os próximos 7 a 10 dias, os indicativos climáticos mostram uma menor incidência de chuvas e temperaturas subindo. "Esse deve ser um fator a dar uma pressão de alta para as cotações, porque o clima começa a secar, ainda há boa umidade no solo, mas as temperaturas em crescimento podem começar a ser desfavoráveis para as lavouras que começam a entrar em fase de floração, e essa fase não gosta de temperaturas muito altas", disse Brandalizze.
Mercado Interno - Com altas em Chicago e mais um dia de avanço do dólar, os preços da soja também registram alguma valorização nesta terça-feira (9) no mercado brasileiro. No porto de Rio Grande, a saca já é negociada entre R$ 73,00 e R$ 74,00 e em Paranaguá, de R$ 70,00 a R$ 71,00.
"Nós estamos recomendando aos produtores que acompanhem esses números que iremos ter boas condições de fixação futura para garantir cotações da soja da safra nova que ainda está com a comercialização bem abaixo do normal para este período", diz o consultor.
Para o milho, porém, a expectativa de Brandalizze é de que o mercado interno seja pressionado por, pelo menos, umas quatro semana frente ao avanço da colheita da safrinha. Os trabalhos de campo evoluem bem em importantes estados produtores depois que o clima se estabilizou, principalmente com a diminuição das chuvas.
A pressão de oferta deverá ser agravada com o grande volume colhido no Mato Grosso, principal produtor do grão, diante de uma capacidade de armazenagem insuficiente. Segundo o 10º levantamento da safra 2012/13 divulgado hoje pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção da 2ª safra de milho do Brasil deverá totalizar 44,54 milhões de toneladas.
os negócios nesta terça-feira estão bastante calmos para o milho, com o cereal sendo negociado a R$ 26,00 por saca nos portos brasileiros. No interior do Paraná, esse valor passa a ser de algo entre R$ 21,50 e R$ 22,00.
Fonte: Notícias Agrícolas
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