Publicado em: 26/02/2025 às 10:00hs
A frota aeroagrícola brasileira alcançou 2.722 aeronaves em operação em 2025, das quais 2.088 são aviões (77% do total) e 634 helicópteros (23%). O volume representa um crescimento de 7,21% em relação ao ano anterior, conforme informou o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (19), durante a Abertura da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul.
Nos últimos dez anos, a frota aeroagrícola nacional cresceu 42%, consolidando o Brasil como o segundo maior mercado do setor no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que contam com 3,6 mil aeronaves. O país supera nações com forte presença no agronegócio, como Canadá, Argentina, México e Nova Zelândia.
Entre os estados, Mato Grosso lidera o ranking com 749 aviões agrícolas. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (385), São Paulo (320), Goiás (307) e Bahia (173). Do total de aeronaves, 1.054 pertencem a produtores rurais ou cooperativas que possuem frota própria, enquanto 1.648 estão vinculadas a empresas aeroagrícolas (SAE), que oferecem serviços ao setor produtivo.
O Sindag destaca que 51,65% das aeronaves são de fabricação nacional, com ênfase no modelo Ipanema, da Embraer. Em sua sétima geração, o avião é movido a etanol desde 2004. Além disso, cresce a participação dos aviões agrícolas equipados com motores turboélice, movidos a querosene de aviação, fabricados nos Estados Unidos, que oferecem maior desempenho e capacidade operacional.
Há também uma tendência de expansão no uso de drones na agricultura, embora ainda não haja um levantamento oficial sobre a frota em atividade. O Sindag planeja realizar esse estudo nos próximos meses, mas a expectativa é de que o número de drones em operação seja superior ao registrado pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Fonte: Portal do Agronegócio
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