Publicado em: 10/07/2012 às 10:20hs
Suíno vivo
"Os números de exportação de junho mais uma vez frustraram o setor de suínos. Uma ampliação nas vendas externas certamente ajudaria a reduzir a amplitude da crise pela qual atravessa a atividade", afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína - ABIPECS, Pedro de Camargo Neto. Ao analisar os resultados das exportações de carne suína, no mês passado, Camargo Neto comenta: "junho de 2012 foi menor que maio de 2012 e também menor que junho de 2011".
No próximo dia 12, quinta-feira, ele participará de ato público no Senado Federal organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos - ABCS. O tema da manifestação será a crise na suinocultura brasileira. O protesto incluirá audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, caminhada dos produtores entre o Congresso Nacional e o Ministério da Agricultura, churrasco de carne suína na Esplanada e encontr o com o ministro Mendes Ribeiro.
Apresentação da ABIPECS no Senado - Na audiência pública, Pedro de Camargo Neto fará uma análise das dificuldades pelas quais passa o setor, desde problemas tributários e de logística até os relacionados com preços de insumos e mão de obra. Também mostrará o atual quadro dos mercados externos para a carne suína brasileira. Os mercados suspensos, atualmente, são Rússia, Argentina, África do Sul e Albânia. Recentemente, foram abertos Estados Unidos e China, e ainda falta a abertura do Japão, da Coreia do Sul e da União Europeia. (Suino.com)
Frango vivo
Na primeira semana de julho o frango vivo comercializado no interior paulista manteve a mesma cotação alcançada em meados de junho passado – R$1,90/kg. Mas o fato de o período ser marcado pela chegada da massa salarial ao mercado em nada alterou o andamento do mercado que, pelo contrário, revelou-se fraco a ponto de registrar algumas negociações a valores inferiores ao preço de referência.
Aparentemente, só não houve retrocesso na cotação vigente porque a produção disponibilizada, restrita, vem sendo constituída, exclusivamente, por produto criado especificamente para o mercado independente. Ou seja: não enfrenta a concorrência de produto oriundo de integrações, o que, por sua vez, indica que a produção global se encontra ajustada e sugere que o débil desempenho do mercado tem como causa a demanda e não a oferta.
Análises recentes do AviSite demonstraram que a segunda semana do mês (ou seja, a semana corrente) tem sido, habitualmente, a que melhor remunera o frango abatido. Em julho não deve ser diferente. A questão é saber se isso se refletirá também no mercado de aves vivas.
E se nada ocorrer e o preço atual se mantiver, o setor encerra a semana (e a quinzena) com a mesma cotação de 30 dias antes. (Avisite)
Ovos
A exemplo do ocorrido com o frango vivo, o ovo atravessou a primeira semana de julho como se esse não fosse o período de chegada da grande massa salarial, aquela que dá alento ao mercado e incrementa o volume de vendas e, por decorrência os preços. Assim, no último domingo, 8, o produto completou 30 dias corridos sem nenhuma alteração de preço, o que corresponde ao segundo maior período de estabilidade de 2012. O primeiro ocorreu entre março e abril (Quaresma) e durou 33 dias corridos.
De toda forma o ovo continua registrando, até aqui, a melhor média de preços do ano e dos últimos 13 meses, com ganhos de 10,64% sobre julho de 2011 e de 1,17% sobre o mês anterior, junho de 2012. No entanto, analisado um espaço de tempo mais amplo, esse ganho não vai muito longe: ele é o maior apenas em 15 meses, pois em abril de 2011 o mercado remunerou o setor com um valor superior – R$52,88/caixa.
Considerando-se que a oferta continua ajustada, sem registros de excedentes, a simples reposição de estoques neste início de semana deveria propiciar alguma retomada de preços. Mas o que não se pode ignorar é que, sendo julho mês de férias escolares, o recesso na demanda de produto destinado à demanda tende a influenciar o desempenho do mercado.
Por outro lado, a simples manutenção de preços, no mês, já é resultado favorável ao setor produtivo porquanto, historicamente, os preços do ovo apresentam ligeiro refluxo de junho para julho. (Avisite)
Ovos brancos
Ovos vermelhos
Boi gordo
A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a segunda-feira cotada a R$ 92,88, com a variação em relação ao dia anterior de -0,12%. A variação registrada no mês de Julho é de -0,20%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 45,73.
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F.
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR.
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
Soja
A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a segunda-feira cotada a R$ 71,67. O mercado apresentou uma variação de 0% em relação ao dia anterior. O mês de Julho apresenta uma variação de -1,82%.
O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 35,29. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação).
Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
Milho
A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a segunda-feira cotada a R$ 24,51 a saca. O mercado apresentou uma variação de -0,04% em relação ao dia anterior e de 1,83% no acumulado do mês de Julho.
O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 12,07.
O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)
Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
Fonte: Comunicação Uniquímica
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