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No Piauí cerca de 200 famílias podem obter renda através de projeto de manejo florestal

Assentamentos recebem autorização para obter renda com extração florestal na caatinga


Publicado em: 15/04/2013 às 12:10hs

No Piauí cerca de 200 famílias podem obter renda através de projeto de manejo florestal

No Piauí, Cerca de 200 famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), podem obter renda com a comercialização de lenha, estacas, carvão e outros produtos obtidos a partir de projeto de manejo florestal sustentável na caatinga, com o financiamento do Serviço Florestal Brasileiro (SBF) e Ministério do Meio Ambiente. Cinco assentamentos com planos de manejo no Piauí já receberam autorização de exploração florestal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) para extração florestal na caatinga, e estão em busca de clientes.

Segundo a Fundação Apolônio Sales de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe), contratada pelo SBF para dar assistência técnica aos planos de manejo comunitário dos assentamentos no Piauí, a atividade produtiva deve resultar em uma receita de mais de R$ 685 mil aos assentados piauienses somente neste ano.

Dos cinco assentamentos do Incra contemplados por planos de manejo sustentável, quatro pertencem ao município de Lagoa do Sítio: Arizona I, Arizona II, Canaã e Serra do Batista. "A receita gerada pelo negócio vai ocasionar em Lagoa do Sítio um impacto de 4,03% do Produto Interno Bruto (PIB). Durante todo o ciclo de produção, ou seja, em 15 anos, estima-se gerar uma receita de mais de R$ 9,5 milhões", calcula o engenheiro florestal Cristiano Cardoso Gomes, da Fundarpe.

"Contudo, para que tudo isso aconteça, é necessário encontrar clientes dispostos a pagar valores justos. Nesse momento, os assentados têm buscado clientes, estando abertos a propostas de contratos", completa.

Há também famílias do assentamento Gado Bravo, do Crédito Fundiário, no município de Brasileira, envolvidas com a extração florestal. As empresas interessadas em negociar contratos com os assentados podem fazer contato através do e-mail manejolegal@gmail.com.

O manejo florestal é uma técnica de aproveitamento racional e sustentável da vegetação, explica Cristiano Gomes. A atividade exige que o imóvel seja regularizado fundiariamente, tenha reserva legal estabelecida e Área de Preservação Permanente (APP) delimitada. O plano de manejo é controlado e fiscalizado constantemente pela Semar. Todo o processo de comercialização é acompanhado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), que libera Documento de Origem Florestal do IBAMA (DOF), no qual é informado qual o comprador, carga e roteiro do caminhão que transporta os produtos obtidos da extração florestal.

Fonte: Painel Floresta

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