Etanol

Produção de Etanol no Brasil Deve Cair 3% na Safra 2025/26

Redução na colheita e impacto climático influenciam projeções para o setor


Publicado em: 25/02/2025 às 19:40hs

Produção de Etanol no Brasil Deve Cair 3% na Safra 2025/26

A produção de etanol de milho e de cana-de-açúcar no Brasil deve registrar uma queda de 3% na safra 2025/26, totalizando 33,8 bilhões de litros, conforme projeção divulgada pela trading SCA Brasil na quinta-feira (20/02). A temporada tem início em 1º de abril deste ano.

Apesar do recuo geral, o etanol de milho deve atingir 9,8 bilhões de litros, um crescimento de 19% em relação à safra anterior. A produção do etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, deve aumentar 29%, chegando a 3,7 bilhões de litros, enquanto o hidratado, destinado a veículos flex, deverá crescer 13%, alcançando 6,1 bilhões de litros.

Por outro lado, a produção de etanol de cana-de-açúcar deve apresentar uma redução de 10%, com queda de 21% no volume de hidratado, que será de 13,4 bilhões de litros. Já o anidro produzido a partir da cana deve avançar 9%, atingindo 10,6 bilhões de litros. A área de colheita está estimada em 7,4 milhões de hectares, abaixo dos 7,8 milhões registrados em 2024, reflexo da perda de mais de 400 mil hectares devido a incêndios ocorridos no último ano.

A produtividade média das lavouras deve ficar entre 80 e 81 toneladas por hectare, superando as 78 toneladas da safra anterior. As usinas deverão processar 597,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa uma queda de 4% em relação ao ciclo anterior, incluindo 5 milhões de toneladas de cana remanescente da safra passada.

O fenômeno La Niña deve persistir até o início do outono, favorecendo chuvas mais frequentes em março na região Centro-Sul. A partir da segunda quinzena de abril, espera-se uma redução nas precipitações e um outono com temperaturas mais baixas que as registradas em 2024.

A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) estima investimentos de R$ 16 bilhões para ampliação da capacidade produtiva no país. No entanto, a expansão do setor pode ser afetada pelos juros elevados e pelo aumento dos preços do milho, fatores que podem levar investidores a reavaliarem novos projetos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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