Publicado em: 03/04/2025 às 20:02hs
BTG Pactual, banco de investimentos liderado por André Esteves, se viu novamente no centro de um furacão midiático após rumores de que teria feito uma proposta simbólica de R$1 pela compra do Banco Master. A alegação, que circulou com força nos bastidores do mercado e na imprensa, foi desmentida oficialmente em comunicado à CVM. Mas os efeitos desse boato ecoaram além do desmentido.
No documento assinado pelo diretor de Relações com Investidores, Renato Cohn, o BTG Pactual afirma que “nunca fez proposta para aquisição de ativos ou de participação no capital social do Banco Master”. A instituição destaca ainda que monitora constantemente oportunidades de consolidação que gerem valor aos seus acionistas — reforçando seu protagonismo no mercado.
Contudo, após o anúncio oficial da compra do Banco Master pelo BRB por R$3,5 bi, a narrativa da suposta oferta de R$1 levantou suspeitas no mercado. Afinal, como justificar uma diferença tão gritante entre valores? Especialistas apontam que essa sequência de fatos pode ter sido uma estratégia clássica: espalhar rumores para desvalorizar o ativo e criar vantagem em negociações paralelas.
De acordo com análise presente no documento “BTG e a Estratégia do R$1 que Nunca Existiu”, trata-se de uma jogada digna de Wall Street: criar ruído para influenciar percepções e, com isso, os preços. O texto sugere que, mesmo negando a proposta, o BTG teria interesse em partes do Master que não foram incluídas na transação com o BRB — como a carteira de precatórios.
Além disso, há questionamentos sobre o papel da mídia. Colunas como a de Lauro Jardim, que deram voz ao boato do R$1, levantam dúvidas sobre quem se beneficia com a propagação dessas informações. Seriam jornalistas fontes confiáveis ou peças no xadrez estratégico de grandes bancos?
André Esteves, chairman do BTG Pactual, é conhecido por sua habilidade estratégica e influência nos bastidores do mercado financeiro. Esse episódio reforça a tese de que, mais do que ativos, quem controla a narrativa pode controlar o preço.
Enquanto o banco nega a existência de qualquer proposta pelo Banco Master, o caso ilustra como o mercado pode ser manipulado por percepções e rumores — e como gigantes como o BTG sabem operar nesse terreno com maestria.
Fonte: E&F Assessoria
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