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Setor sucroalcooleiro ganha com reativação de usina em Campos dos Goytacazes

Um novo tempo é o que esperam dirigentes, agricultores e funcionários da Usina Sapucaia, em Campos dos Goytacazes, na Região Norte


Publicado em: 04/07/2013 às 13:00hs

Setor sucroalcooleiro ganha com reativação de usina em Campos dos Goytacazes

Maior unidade fluminense de produção de açúcar e álcool, com capacidade de moagem de dois milhões de toneladas de cana por ano, esteve desativada nos últimos dois anos.

Nesta terça-feira (02/07), o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo, participou na sede do empreendimento, do anúncio da chegada da nova administração da usina. Vendida ao Grupo MPE, a unidade em recuperação judicial, será gerida pela Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Rio de Janeiro), que já administra a Usina São José, no mesmo município.

Na ocasião, Christino Áureo destacou o apoio do governo do estado ao segmento sucroalcooleiro com o decreto 43739/2012 que reduziu o ICMS sobre a produção do setor de 24% para 2 %.

- Estamos empenhados em ajudar na recuperação da atividade. Com a redução do ICMS, o Governo estadual demonstrou a disposição de abrir mão de sua parcela de tributo em prol do crescimento do segmento. O Rio de Janeiro passou a ter a menor alíquota para açúcar e álcool. Isso torna o produto do Estado mais competitivo, com reflexos futuros também no bolso do consumidor - avaliou.

No encontro, com a participação de lideranças do setor, os presidentes do Grupo MPE, Renato Abreu, e da Coagro, Frederico Paes Rangel, anunciaram os investimentos e os planos para que a usina volte a produzir açúcar e álcool em 2014 ou no máximo no ano seguinte.

O objetivo é que em dois anos os 10 mil hectares de terras da usina produzam dois milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Frederico Paes informou ainda que parte das terras considerada de preservação permanente será protegida.

- Os ambientalistas podem ficar tranquilos, não vamos brigar por áreas de lagoas e margens de rios - disse.

Serão investidos R$ 30 milhões na indústria, R$ 40 milhões no campo e outros R$ 6 milhões na compra de máquinas colheitadeiras. Na fase de plantio de cana serão gerados 1500 empregos diretos no campo e 500 na recuperação do parque industrial.

- Estamos esperando o parecer da empresa que está fazendo o levantamento das condições do parque industrial. Ainda não sabemos se será possível moer no ano que vem, frisou ele, acrescentando que após os períodos de recuperação e plantio, a Usina Sapucaia vai empregar em média 3 mil pessoas.

Outra novidade apresentada foi o arrendamento de 8,5 mil hectares de terras da usina para o Grupo MPE que fará contratos de sub-arrendamento com produtores da região. A produção de cana-de-açúcar será entregue à Coagro, ampliando o número de fornecedores.

Fonte: Rural Centro

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