Publicado em: 03/04/2013 às 13:30hs
Os gargalos da infraestrutura para o escoamento da produção da cana de açúcar começam a tomar a pauta de discussão do setor sucroenergético. Segundo o professor José Vicente Caixeta Filho, do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), é preciso pensar em “soluções integradas” que otimizem as operações desde o transporte até o carregamento dos navios.
O setor de transporte e logística terá um espaço de discussão próprio na próxima da 21ª Fenasucro, a maior feira do setor sucroalcooleiro do País conforme anúncio feito nesta terça-feira (2), em Sertãozinho, São Paulo (SP).
Segundo organizadores da feira, somente o setor sucroenergético terá um custo estimado de R$ 8 bilhões para movimentação de insumos, matérias-primas, etanol e açúcar, custos de estocagem, atrasos nos cronogramas de moagem, além dos riscos naturais da produção.
“Hoje, quando se fala de logística, fala-se de integração. A solução tem que ser integrada. O embarque é parte da solução, como fazer com que a carga de açúcar transportada pela ferrovia seja armazenada em estrutura que vai estar disponível no porto e ter o navio já agendado para receber essa carga”, afirma Caixeta Filho.
Além da integração, o especialista ressalta que os produtores também têm que estar atentos à velocidade da transação. “A operação tem que ser rápida. E para fazer a descarga [do produto] da armazenagem para o navio, tem que ter tecnologia adequada para isso.”
Fonte: Panorama Brasil
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