Nutrição Animal

Probióticos e Prebióticos: Alternativas Eficazes para a Nutrição Animal Sustentável

Pesquisas científicas reforçam os benefícios dessas substâncias na saúde intestinal e no desempenho animal


Publicado em: 03/04/2025 às 07:30hs

Probióticos e Prebióticos: Alternativas Eficazes para a Nutrição Animal Sustentável

A produção animal enfrenta desafios cada vez mais complexos, como a garantia de eficiência, sanidade e bem-estar dos rebanhos. Entre as principais questões estão as doenças entéricas, que afetam diretamente o desempenho zootécnico. Com a crescente restrição ao uso de antibióticos como promotores de crescimento, alternativas naturais e eficazes, como probióticos e prebióticos, têm ganhado destaque, respaldadas por sólidos estudos científicos e resultados consistentes no campo.

A manutenção da saúde intestinal é fundamental para otimizar o desempenho dos animais. Problemas como infecções, baixa absorção de nutrientes e inflamações crônicas podem comprometer a produtividade e aumentar os custos de produção. De acordo com Elisa François, médica veterinária e gerente de serviços técnicos da Kemin, fabricante global de ingredientes, o aumento do uso de probióticos e prebióticos está intimamente relacionado à qualidade das pesquisas realizadas e aos resultados positivos observados. "Novas tecnologias vêm sendo testadas constantemente, e os resultados têm demonstrado que os probióticos são ferramentas eficazes para melhorar a saúde intestinal e reduzir a necessidade de antibióticos", afirma.

Evidências Científicas no Campo e Impacto na Produção

Estudos realizados na Coreia do Sul, por exemplo, mostraram que a adição de probióticos na dieta de aves de postura resultou em uma melhoria significativa na qualidade dos ovos, na conversão alimentar e no equilíbrio da microbiota intestinal. Em suínos, o uso do CLOSTAT®, um probiótico de cepa única da Kemin, mostrou melhorar a digestibilidade de nutrientes, reduzir inflamações e otimizar o perfil bacteriano intestinal.

A utilização excessiva de antibióticos na produção animal é uma preocupação global devido ao risco de resistência antimicrobiana. Nesse cenário, os probióticos e prebióticos oferecem uma abordagem preventiva, fortalecendo a imunidade e reequilibrando a microbiota intestinal. "A expressão ‘prevenir é o melhor remédio’ se aplica perfeitamente aqui. Com o uso contínuo de probióticos, os animais se tornam mais resistentes, o que reduz a necessidade de tratamentos curativos", observa Elisa.

Além de beneficiar a saúde dos animais, essa abordagem também contribui para a sustentabilidade da produção, diminuindo a excreção de resíduos e o impacto ambiental.

Soluções Inovadoras e Compromisso com a Sustentabilidade

A Kemin desenvolveu produtos como CLOSTAT® e ENTEROSURE® para enfrentar os desafios específicos da produção animal. O CLOSTAT®, com mais de 20 anos de mercado, tem uma forte ação contra Clostridium spp, enquanto o ENTEROSURE®, um probiótico multicepas, oferece uma proteção mais ampla contra enterobactérias, como Escherichia coli e Salmonella, além de combater o Clostridium spp. Ambos os produtos foram validados por estudos que comprovam sua eficácia na melhora do desempenho animal e na saúde intestinal.

A pesquisa contínua é um pilar essencial para a Kemin, que realiza testes rigorosos, tanto in vitro quanto in vivo, para garantir a eficácia e segurança de suas soluções. "Testamos regularmente novas cepas com protocolos que asseguram a qualidade e o impacto positivo de nossos produtos", explica Elisa.

Perspectivas para o Futuro da Nutrição Animal

Com o aumento da demanda por soluções naturais e sustentáveis na nutrição animal, impulsionada por exigências regulatórias e pelo mercado, os probióticos e prebióticos se consolidam como aliados estratégicos para um futuro mais saudável e sustentável na produção animal. "A ciência e a inovação são essenciais para desenvolvermos soluções que atendam aos desafios da produção animal moderna. Nosso compromisso é oferecer produtos que promovam a saúde, a produtividade e a sustentabilidade", conclui Elisa.

Fonte: Portal do Agronegócio

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