Publicado em: 03/04/2012 às 18:00hs
São: o longa vida BRS Portinari, o saladete BRS Nagai e o minissaladete BRS Couto. Os híbridos foram desenvolvidos graças ao acordo de mútua cooperação entre Agrocinco Ltda e o Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa, formalizado pela Lei nº 10.973/2004.
A partir de abril desse ano, após sete anos de pesquisa e experimentação, foram lançados os primeiros híbridos com tolerância a begomovírus (TY) e tospovírus (Vira Cabeça), viroses extremamente limitantes à produção nas principais regiões do país. “Decidimos iniciar o desenvolvimento de híbridos pelos tomates em razão da grande importância econômica dessa hortaliça para o país, embora já tenhamos previsão de lançamento de outros híbridos, de outras espécies”, afirma o engenheiro agrônomo Flavio J. Pagnan, diretor técnico e de marketing da Agrocinco.
“A produção de híbridos nacionais é um avanço para o produtor brasileiro”, destaca o engenheiro agrônomo e diretor comercial da Agrocinco, Luis Galhardo. “O país é extremamente dependente de sementes oriundas de outros países, nem sempre adaptadas às condições brasileiras. Com isso, Agrocinco e Embrapa-CNPH dão um passo importante, visando diminuir a dependência externa dessas sementes. Além disso, podemos oferecer híbridos de alta produtividade e qualidade a toda a cadeia produtiva”, observa Galhardo.
Quando se fala em qualidade, é considerada desde a melhoria da qualidade de vida do agricultor – que reduz adubos e agrotóxicos no plantio – até “uma melhoria em termos de qualidade sensorial, nutricional e nutracêutica do tomate”, afirma o pesquisador do CNPH da Embrapa, Dr. Leonardo S. Boiteux.
Sobre a parceria com a Agrocinco, Boiteux diz que a cooperação com empresas privadas tem um papel fundamental para viabilizar comercialmente as inovações da Embrapa Hortaliças. “A Agrocinco traz diretamente para dentro da Embrapa as demandas dos consumidores e produtores, realimentando novos temas de pesquisa e antecipando o desenvolvimento de novos produtos de interesse para a sociedade”, afirma Boiteux.
BRS Portinari
Tomate tipo salada e longa vida. O BRS Portinari tem a vantagem da presença simultânea de resistência a begomovírus (geminivírus) e aos nematoides-das-galhas.
Os frutos maduros são arredondados, firmes e apresentam coloração externa vermelha escura, brilhante e pesam entre 220 e 240g. A presença do gene rin prolonga a vida pós-colheita dos frutos do híbrido. Os frutos desse híbrido, quando submetidos a diferentes climas e temperaturas apresentaram reduzida frequência de cracking (rachaduras).
Resistências: TY, N, V1, F1 e 2, Cf-2, ToMV.
BRS Nagai
Apresenta excelente cobertura foliar, o que reduz a incidência de escaldadura solar dos frutos. BRS Nagai apresenta plantas com rápido desenvolvimento inicial, vigorosas, primeira floração próxima ao nível do solo, longo período de colheita e elevada produtividade.
Os frutos para consumo in natura (longa-vida estrutural) apresentam formato elíptico, são firmes e a coloração externa vermelha escura e brilhante.
Resistências: TY, Sw-5 (vira-cabeça), V1, F1 e 2, ToMV.
BRS Couto
O segmento minissaladete é um novo nicho que surgiu pela constante demanda do mercado por novos produtos com características, sabores e tipologias diferenciadas.
BRS Couto apresenta frutos maduros de cor vermelha intensa (ricos no carotenóide licopeno) e sabor adocicado. Os frutos são firmes e com formato elíptico, pesando de 50 a 80g. O fruto possui película resistente, com boa tolerância a mancha do ombro e rachaduras, sendo apto ao cultivo de campo aberto e estufas. Também apresenta excelente cobertura foliar, reduzindo a incidência de escaldadura solar nos frutos.
Resistências: TY, N, V1, F1 e 2, Cf-2.
Fonte: atipo Comunicação
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