Milho e Sorgo

Clima Desafiador Ameaça Produtividade da Safra de Milho Safrinha

Irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas preocupam produtores no Sul e Centro-Oeste


Publicado em: 01/04/2025 às 18:20hs

Clima Desafiador Ameaça Produtividade da Safra de Milho Safrinha

A safra de milho safrinha de 2025 deve enfrentar desafios climáticos significativos nas principais regiões produtoras do Brasil. Enquanto o Sul pode sofrer com déficit hídrico devido à irregularidade das chuvas, o Centro-Oeste vivencia um cenário contrastante, com algumas áreas recebendo precipitações acima da média, o que pode tanto beneficiar o desenvolvimento da lavoura quanto aumentar o risco de doenças.

No Sul, a principal preocupação recai sobre a baixa umidade e as temperaturas elevadas, fatores que podem comprometer o desenvolvimento do milho, especialmente nas fases de pré-pendoamento e polinização. “Esses estágios são críticos para a cultura, pois qualquer estresse térmico e hídrico pode reduzir significativamente a produtividade”, explica Luiz do Carmo, meteorologista da AtmosMarine.

Já no Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás devem registrar volumes de chuva ligeiramente superiores, o que favorece as lavouras sem irrigação. No entanto, o excesso de umidade também eleva o risco de doenças fúngicas, exigindo maior atenção ao manejo fitossanitário. “É um equilíbrio delicado: enquanto a umidade é essencial para o desenvolvimento da cultura, o excesso pode favorecer a proliferação de doenças”, alerta Luiz.

No Mato Grosso do Sul, as previsões indicam um período mais seco, acompanhado por temperaturas acima da média, o que pode comprometer o rendimento final da safra. “Temperaturas superiores a 35°C, associadas ao déficit hídrico, podem reduzir a produção de pólen e inviabilizar a fertilização da planta, afetando diretamente a formação dos grãos”, acrescenta o meteorologista.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que os produtores acompanhem de perto as previsões meteorológicas e adotem estratégias para minimizar os impactos do clima. “A escolha de híbridos mais resistentes ao calor, um manejo nutricional eficiente e o monitoramento constante da lavoura serão fundamentais para garantir bons resultados nesta safra”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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