Publicado em: 12/03/2013 às 19:30hs
Este momento coincide com um cenário de incertezas. Segundo o Boletim Semanal, elaborado pelo Imea, o mercado vive agora um período de intensa especulação. Os preços que ainda estão em alta, apresentaram queda essa semana.
Se analisar a série histórica dos preços de milho, tem-se que a tendência neste momento é de início de queda. Isso pode ser provado visto que a média de preços entre os anos 2007 e 2012 entre os meses de março a julho apresentam queda.
A diferença média entre o mês de fevereiro e março é de -5,7%, entre abril e março, seguem os mesmos -5,7%. De julho para abril a diferença se agrava para 10,6% em queda. Essa queda vai se acentuando com a aproximação do meio do ano devido à colheita das safras na América do Sul, aumentando a oferta de milho no mercado. Junto a isso, os custos com frete tendem a uma expectativa de aumento, diminuindo ainda mais a remuneração do produtor neste pico de safra.
Além disso, as boas expectativas com a nova grande safra brasileira, têm tornado lentas as negociações em um momento em que os preços se encontram atrativos para o produtor. Embora alguns momentos sejam mais rentáveis para escoamento da safra, condições de mercado podem impedir que isso se concretize, como foi esse início de ano.
Mercado interno
Os preços do mercado interno para a saca do milho apresentaram baixa em todas as regiões do Mato Grosso esta semana. As variações aconteceram na segunda-feira, -1,2% e na quarta-feira, -1,9%, não houve recuperação até o final da semana. No comparativo com a semana anterior a queda foi de 2,7% em média, com destaque para as regiões centro-sul e oeste, com variações de -3,3% e -2,9% respectivamente.
Em Tangará da Serra e Diamantino, cidades da região centro-sul, o preço nesta sexta fechou a R$17,50 e R$18,00, respectivamente. Em Campo Novo do Parecis, município localizado na região oeste, o preço na sexta foi cotado a R$17,25.
Na região sudeste, os municípios de Rondonópolis, Campo Verde e Primavera, apresentaram a menor queda, de -2,2%. Nesse período de grandes especulações de preços, as praças analisadas têm apresentado poucas negociações.
Fonte: IMEA - Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária
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