Publicado em: 25/02/2025 às 10:00hs
O cultivo de café enfrenta desafios constantes relacionados ao controle de pragas e doenças que afetam as plantas e comprometem a produtividade. Entre as ameaças mais comuns à cultura do café estão a broca-do-café, o bicho-mineiro, o ácaro vermelho, a ferrugem do cafeeiro e a cercosporiose. Neste artigo, serão abordadas duas das principais pragas que afetam a lavoura: a broca-do-café e o bicho-mineiro, destacando os métodos de controle recomendados.
A broca-do-café (Hypothenemus hampei) é uma das pragas mais prejudiciais ao cafeeiro, atacando os frutos em diversos estágios de maturação. Sua infestação pode ser influenciada por fatores como clima, colheita, sombreamento, espaçamento e altitude. Quando a infestação atinge 30% ou mais, os danos à produtividade e à qualidade do café são significativos. As fêmeas da broca perfuram a região da coroa do fruto para depositar os ovos, que se transformam em larvas que consomem o interior dos grãos, comprometendo a classificação do café e sua bebida.
Para o manejo adequado, o Dr. Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, sugere que a amostragem mensal da infestação seja realizada, especialmente até 70 dias antes da colheita, ou quando os frutos estiverem na fase de chumbo, momento crucial para a infestação da praga.
Já o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma mariposa pequena que coloca seus ovos nas folhas do cafeeiro. Suas larvas penetram na folha e formam minas, prejudicando a área fotossintética e resultando na queda prematura das folhas. A infestação é influenciada por fatores climáticos, como a umidade e temperatura, além da presença de inimigos naturais da praga.
Dr. Teixeira recomenda amostragens quinzenais, especialmente em cafeeiros com até 3 anos de idade, quando os primeiros danos começam a aparecer. O controle deve ser iniciado assim que 30% ou mais das folhas estiverem minadas nos terços médio e superior das plantas.
Com a adoção dessas práticas de manejo, os cafeicultores podem reduzir os impactos das pragas e garantir uma produção mais eficiente e de alta qualidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias