Publicado em: 01/04/2025 às 18:00hs
A procura catarinense pelo trigo proveniente do Rio Grande do Sul segue aquecida, com moinhos localizados nas proximidades da divisa dos estados oferecendo até R$ 1.530,00 por tonelada do cereal. Este valor é R$ 80,00 superior ao pago pelos moinhos de Santa Catarina, que, por sua vez, enfrentam estoques reduzidos. Por outro lado, os moinhos gaúchos, embora tenham elevado suas ofertas para R$ 1.450,00 por tonelada, encontram dificuldades em fechar negócios, já que poucos vendedores aceitam valores abaixo de R$ 1.500,00/t.
Em Panambi, a saca de trigo registrou novo aumento, alcançando R$ 74,00 no mercado de balcão. Esse movimento de alta é impulsionado principalmente pela dificuldade de encontrar trigo importado a preços competitivos, o que mantém a demanda interna aquecida.
No mercado catarinense, a cotação do trigo segue variada conforme a localidade. Em Canoinhas, o preço subiu R$ 2,00, chegando a R$ 76,00 por saca. Já em Chapecó, o valor se manteve em R$ 71,00/saca, enquanto em Joaçaba o preço ficou estável em R$ 79,00/saca. Rio do Sul, por sua vez, também registrou estabilidade, com o preço fixado em R$ 80,00/saca. Em São Miguel do Oeste, a valorização foi de R$ 2,50, atingindo R$ 76,50/saca, enquanto Xanxerê teve o maior aumento da região, de R$ 3,00, com o preço chegando a R$ 80,00/saca.
No Paraná, a escassez de oferta e o alto custo do trigo importado mantêm os preços elevados. Recentemente, foram registrados negócios em Ponta Grossa com valores de R$ 1.730,00 CIF, para entrega em abril de 2025 e pagamento em maio. A média semanal dos preços da saca no estado subiu 1,30%, alcançando R$ 77,88, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, o que resultou em um aumento da margem de lucro dos produtores de 10,70% para 13,39%.
Este panorama reforça a valorização do trigo nacional no mercado interno, com uma crescente competição entre moinhos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A alta nos preços também reflete a escassez do produto e os custos elevados do trigo importado, destacando a importância do cereal na dinâmica comercial do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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