Publicado em: 03/04/2025 às 19:00hs
O preço do trigo no Brasil segue em trajetória ascendente, impulsionado pela baixa oferta no período de entressafra e pela valorização do cereal no mercado externo. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, em fevereiro, o grão foi negociado a R$ 1.449 por tonelada no Paraná e a R$ 1.340 por tonelada no Rio Grande do Sul, registrando aumentos de 2,9% e 4,4%, respectivamente, em comparação com janeiro. Na parcial de março, os preços continuaram subindo, atingindo R$ 1.516 por tonelada no Paraná e R$ 1.370 por tonelada no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Itaú BBA, as negociações ocorreram de forma pontual, com produtores retraídos à espera de melhores cotações e moinhos abastecidos, principalmente pelo volume importado no início do ano. O Cepea/Esalq apontou dificuldades para encontrar trigo de qualidade superior no mercado interno, o que levou a um aumento das importações. Embora o volume importado em fevereiro tenha sido menor que o de janeiro, permaneceu acima da média histórica.
No cenário internacional, a oferta reduzida na Rússia – maior exportador global – contribuiu para a manutenção dos preços elevados. Em Chicago, a cotação média do primeiro vencimento foi 5,8% superior à de janeiro, enquanto os preços FOB na Argentina avançaram 5,7% no mesmo período. Além disso, o frio intenso no Hemisfério Norte, que afeta os Estados Unidos e a região do Mar Negro, reforçou a tendência de alta, levando o trigo a atingir um pico de 604 centavos de dólar por bushel em 18 de fevereiro.
Por outro lado, fatores políticos e especulações sobre um possível fim da guerra entre Rússia e Ucrânia exerceram pressão sobre as cotações do trigo na Bolsa de Chicago no fim de fevereiro e início de março. No dia 28 de fevereiro, o cereal atingiu a mínima mensal de 537 centavos de dólar por bushel, chegando a 518 centavos em 4 de março. Posteriormente, os preços voltaram a subir diante das preocupações com a seca nos Estados Unidos e no Hemisfério Norte, alcançando 563 centavos de dólar por bushel.
Fonte: Portal do Agronegócio
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