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Trigo: Rússia e Argentina definem futuro do mercado

A consultoria russa Ikar aumentou a estimativa de produção de trigo desta safra no país para um intervalo entre 81 a 84 milhões de toneladas, com um saldo exportável de 31 a 33 milhões de toneladas. A projeção representa aumento em relação à anterior, que era de 79 a 82 milhões de toneladas e 30 a 32 milhões de toneladas de exportação.

De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, esta informação, porém, não afetou ainda o mercado porque o grande problema é como escoar estar produção toda. A logística da Rússia não aumentou e em novembro começa o congelamento das ferrovias, dos rios e parte dos portos, dificultando o fluxo de mercadorias.

“Não afetará o mercado internacional. Deve-se ficar atento, porém, que este saldo poderá ser jogado no mercado internacional a partir de março ou abril, pressionando os preços nesta época”, comenta o analista sênior da Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco.

No Mercosul, a Argentina concluiu o plantio de 5,35 milhões de hectares, definindo a área plantada. Mas, com alguns problemas de excesso hídrico, continua a indefinição sobre o potencial produtivo. No restante do Mercosul, o Brasil deverá reduzir a produção para menos de 5,0 milhões de toneladas (contra 6,7MT do ano passado).

O Paraguai deverá produzir 670 mil tons (contra 1,2MT do ano passado) e o Uruguai com 600 mil tons (contra 800 mil tons do ano anterior). No total, a redução do Bloco será de 2,8 milhões de toneladas, parcialmente compensado pelo aumento (por enquanto) de 1,0 milhão de tons previsto para a safra da Argentina.

“Além disso, as notícias sobre falta de umidade no RS, no PR e no Paraguai e, posteriormente, geadas e chuvas (que estão previstas para a colheita) irão reduzir a qualidade do grão que for colhido, embora ainda não se tenha ideia do volume. O peso da safra russa jogou o mercado para as mínimas em mais de 10 anos, mas, muito lentamente, depois de seis semanas em queda contínua, esta é a primeira que apresenta uma pequena recuperação, mas mostrando que o Fundo do Poço pode ter sido atingido, porque as cotações estão abaixo dos custos de produção na maioria dos países produtores, abaixo dos preços do milho no Texas (EUA) e num nível atraente para os compradores ao redor do Mundo”, conclui Pacheco.

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Data de Publicação: 08/09/2017 às 15:40hs
Fonte: Agrolink
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