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Tecnologias para aplicação de defensivos agrícolas tiveram salto de qualidade a partir da década de 1990, afirma cientista

País protagonizou salto tecnológico e passou a exportar conhecimento sobre a relação entre agrotóxicos, máquinas, gestão de custos e meio ambiente, e agora está diante dos novos desafios da ‘era digital’

A partir desta segunda-feira, 11, diferentes segmentos do agronegócio brasileiro estarão reunidos na cidade de Campinas (SP), com objetivo de debater o cenário atual e as tendências tecnológicas para o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas nas principais culturas agrícolas mundiais. Especialistas brasileiros, americanos e europeus apresentarão os mais recentes trabalhos publicados sobre o tema, na 8ª edição do Seminário Internacional de Tecnologia de Aplicação, que acontece no Expo Dom Pedro.

Os defensivos agrícolas, também chamados agrotóxicos, constituem tecnologias indispensáveis ao sucesso do agronegócio brasileiro, e sua utilização, muitas vezes alvo de polêmica e desconhecimento por parte de setores da sociedade, é indispensável à produtividade agrícola, afirma o pesquisador científico Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Ramos, organizador do Seminário e também coordenador da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos, ressalta que o Brasil, por sua importância agrícola, protagonizou um salto tecnológico significativo, nos últimos 30 anos, no tocante ao manejo de defensivos agrícolas nas lavouras. O País, assinala ele, tornou-se referência global no desenvolvimento de conhecimento sobre tecnologias de aplicação desses produtos.

“A pesquisa agrícola ininterrupta obteve como principal conquista o domínio de conhecimentos envolvendo a relação entre pragas, agrotóxicos, máquinas e o meio ambiente”, ressalta Ramos. Segundo ele, até a década de 1990, a agricultura brasileira era deficiente na adoção de tecnologias de ponta para a aplicação de agrotóxicos.

“Na década de 1990, agrônomos e técnicos aprendiam a manejar esses produtos com os agricultores, uma situação que resultava na repetição de erros e na ocorrência de falhas graves nas lavouras”, acrescenta o cientista.

Para Ramos, nessa época havia pouca preocupação, também no âmbito da iniciativa privada, quanto à capacitação de profissionais e trabalhadores para o uso correto e seguro de defensivos agrícolas. Uma mudança de comportamento, que teve início na primeira metade dos anos de 1990, diz o pesquisador, impulsionou uma profunda mudança no cenário da exposição do agricultor e do trabalhador rural aos agrotóxicos.

“O manejo de produtos e os métodos de aplicação foram incluídos entre os fatores-chave da produtividade agrícola e, consequentemente, da competitividade do agronegócio”, assinala Ramos.

Essa transformação, complementa Ramos, influenciou ainda às escolas de Agronomia, que passaram a ministrar cursos sobre tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas e deram origem a profissionais, empresas e consultores especializados na área.

Campo conectado – Se da década de 1990 até os dias de hoje avanços representativos foram conquistados, sobretudo em relação à harmonização entre domínio de máquinas, controle de pragas, gestão de custos nas propriedades e preservação ambiental, a indústria e a pesquisa estão diante de novos desafios na área, avalia o pesquisador Hamilton Ramos.

“A era digital e os recursos da eletrônica são os novos aliados do campo, entretanto, será preciso investir na capacitação de profissionais, consultores e da cadeia agrícola como um todo, visando o domínio de novas tecnologias. Aplicativos para celular, pulverizadores com piloto automático e GPS e outros recursos do ‘campo conectado’ hoje interferem diretamente na eficácia do tratamento de lavouras”.

A absorção de novos conhecimentos, enfatiza Ramos, é agora a principal exigência do agronegócio aos profissionais de Tecnologia de Aplicação. “Estão na ordem do dia temas como ‘deriva’ e seu impacto sobre organismos vivos, incluindo abelhas, e a necessidade de reduzir continuamente custos de produção”, finaliza Hamilton Ramos.

Mais informações sobre o evento: Mais informações: www.sintag.org.br.

Assessoria de Imprensa Unidade de Referência em Tecnologia e Seg. Agrotóxicos

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Data de Publicação: 11/09/2017 às 15:00hs
Fonte: Araticum
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