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Startups desenvolvem softwares para tomada de decisão no agronegócio

Por meio de drones e Vants - veículos aéreos não tripulados -, startups brasileiras oferecem softwares de análise para auxiliar os processos de monitoramento e tomada de decisão no agronegócio. No portfólio dessas iniciativas existem serviços que vão desde a identificação de pragas até relatórios de produtividade sobre cada tipo de cultivo.

Com dois anos e meio de existência, a G-Drones é um exemplo de negócio voltado para esse mercado. Fundada no ano de 2015, em São Paulo, a empresa desenvolveu um software especializado em detectar pragas e doenças nas lavouras de soja, feijão, milho, algodão e frutas cítricas - conhecida também como citricultura. O serviço é feito a partir de um trabalho conjunto entre um agrônomo indicado pela startup e o drone, responsável pela captação das imagens e processamento de dados no sistema.

Após estudar as necessidades do cliente, o agrônomo - juntamente com um piloto fornecido pela startup - irá traçar um plano de voo para o drone realizar o levantamento de campo da região, captando imagens e enviando as mesmas para o sistema em nuvem no computador do agricultor.

Ao visualizar na plataforma on-line as áreas contaminadas pelas pragas, o cliente poderá contratar outra startup que realize o serviço de pulverização ou comprar uma aeronave da G-drones com essa finalidade específica e manuseá-la por conta própria. Para casos como este, a startup oferece um curso com duração de dois dias para capacitação do cliente. O treinamento tem valor de R$ 1.450.

"Vendemos uma média de quatro a cinco drones por mês", afirma George Longhtano, fundador da startup. De acordo com ele, os valores dos equipamentos partem de R$ 8,7 mil e podem atingir até R$ 55,5 mil.

Para cada prestação de serviço existe um preço, que sofre alterações dependendo das seguintes variáveis: quantidade e tamanho das áreas sob análise, tipo de informação a ser obtida e número de dias do técnico em campo.

Ação contra pragas

Um dos serviços prestados pela startup Sky Drones, localizada na cidade de Porto Alegre, é justamente o de eliminação de pragas nas lavouras. Obtendo por meio de câmeras com infravermelho e sensores térmicos os dados de localização das áreas contaminadas, o drone da empresa - denominado como Pelicano - despeja até oito litros de produtos químicos a fim de matar as larvas.

Após a conclusão do processo de pulverização, o agricultor recebe por e-mail, ou em formato físico, um relatório sobre as atividades da aeronave na região. "A cobrança por esse tipo de serviço é feita por hectare" diz Eduardo Waldman, diretor comercial da Sky Drones.

Com atuação em duas frentes - venda de drones e prestação de serviços para o agronegócio -, a empresa iniciou uma parceria, em janeiro de 2016, com a fabricante chinesa de aeronaves DJI. A startup se tornou a revendedora da companhia chinesa no País.

"A disponibilidade de recursos fora do Brasil sempre foi muito maior, o que pode levar a avanços mais acelerados em outros países", afirma Sérgio Goes, especialista em agricultura de precisão.

De acordo com ele, as parcerias entre companhias estrangeiras e nacionais podem ser benéficas para a evolução do segmento. "À medida que [os drones] passam a ter custos acessíveis, seguros, e fáceis de utilizar, passam a ter uma maior inserção" no mercado, avalia.

Com faturamento anual de R$ 1 milhão no ano passado e 20 clientes do segmento, sem revelar os nomes, a Sky Drones projeta para 2017 receita de R$ 2 milhões, segundo Waldman.

Aplicação na pecuária

Para atender os pecuaristas, por sua vez, a startup Horus, de Florianópolis, oferece um software de contagem de cabeças de gado e análise da quantidade de comida disponível para o rebanho no pasto. Os resultados do levantamento são obtidos por meio da análise das imagens capturadas pelo drone - que tem seu "plano de voo" configurado no computador pelo cliente antes da decolagem, dispensando a necessidade de ser controlado por controle remoto.

No mercado desde 2014, a empresa atua em todo o Brasil e também na América Latina, em países como Peru, Paraguai, Argentina e Chile. "Hoje, nossa plataforma tem entre 800 e 900 clientes ativos", afirma Fabricio Hertz, fundador da Horus. Dependendo do tipo de análise solicitada pelo cliente, o preço varia de R$ 1 a R$ 5 por hectare.

Em 2017, o negócio recebeu R$ 3 milhões do fundo de venture capital SP Ventures. Segundo Hertz, uma segunda rodada para novos aportes está sendo preparada com outros investidores para 2018. Ainda de acordo com o empreendedor, o faturamento anual da Horus deve ultrapassar os R$ 3 milhões neste ano.

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Data de Publicação: 13/12/2017 às 13:20hs
Fonte: DCI
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