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Soja testa leves altas em Chicago nesta 6ª feira espera dos novos números do USDA

Nesta sexta-feira (12), dia de novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham ainda com estabilidade, mas em campo positivo.

Por volta de 6h55 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 0,50 ponto, com o março ainda valendo US$ 9,50 e o maio, US$ 9,61.

O mercado retoma uma pequena parte de suas posições depois de fechar nas mínimas em quatro meses na CBOT no pregão anterior.

Além disso, os traders se mantêm na defensiva à espera dos dois novos boletins que chegam do USDA hoje.

Os estoques trimestrais norte-americanos deverão subir de forma significativa em relação aos números trazidos em janeiro de 2017, segundo as expectativas do mercado.

Entre os números da soja, o intervalo esperado pelos traders varia de 80,64 a 89,95 milhões de toneladas, com média de de 86,71 milhões de toneladas. No ano passado, nessa época, os estoques americanos estavam em 78,87 milhões de toneladas e, em 1º de setembro de 2017, em 8,19 milhões.

Sobre os estoques finais norte-americanos, as expectativas para a soja têm média de 12,98 milhões de toneladas, variando entre 11,57 e 16,19 milhões de toneladas. Em dezembro, os números ficaram em 12,11 milhões e em janeiro do ano passado em 8,19 milhões de toneladas.

No paralelo, foco total no clima da América do Sul e nas previsões de melhores condições para a Argentina nas próximas semanas.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Às vésperas do USDA, mercado fecha a 5ª feira nas mínimas de 4 meses em Chicago

Por mais um dia, os preços da soja fecharam em campo negativo na Bolsa de Chicago. Na sessão desta quinta-feira (11), os futuros da commodity terminaram o dia recuando entre 4,75 e 6,50 pontos nos principais contratos. Com isso, o março/18 ficou nos US$ 9,50 e o maio/18, US$ 9,61 por bushel. Assim, o mercado voltou a bater nas mínimas em quatro meses.

Como explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, ao Notícias Agrícolas, as previsões indicando a possibilidade de melhores condições para a América do Sul nas próximas semanas, principalmente com as chuvas mais volumosas chegando, possivelmente à Argentina, seguem pesando sobre as cotações.

Há locais, segundo os principais modelos climáticos, onde os volumes poderiam chegar a até 50 mm das áreas produtoras argentinas e essas são informações que seguem repercutindo no mercado, retirando, nesse momento, o peso de uma ameaça mais grave ànova safra sulamericana, com as perdas na Argentina podendo ser compensadas pela produção brasileira.

Algumas instituições argentinas já indicam uma safra menor do que a inicialmente projetada, como é o caso da Bolsa de Rosario, que baixou suas estimativas de 54,5 para 52 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, para o Brasil, os números têm sido revisados para cima e pesam sobre as cotações. A Agroconsult, por exemplo, estima uma colheita em 114,1 milhões de toneladas. Já a Conab trouxe um número na casa dos 110,4 milhões.

Expectativas para o USDA

Seguiu ainda o ajuste dos traders antes do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega nesta sexta-feira (12), tal qual para o relatório de estoques trimestrais.

Ambos poderiam trazer números maiores para os EUA e pesar mais ainda sobre os futuros da oleaginosa na CBOT.

Os estoques trimestrais norte-americanos deverão subir de forma significativa em relação aos números trazidos em janeiro de 2017, segundo as expectativas do mercado, enquanto os finais poderiam ter um ajuste um pouco mais tímido, mas ainda para cima.

Preços no Brasil

Nesta quinta-feira, os preços voltaram a ceder no mercado brasileiro. As baixas em Chicago e uma nova baixa do dólar frente ao real criaram um cenário propício para as quedas, com a moeda americana voltando a se aproximar dos R$ 3,20.

"O dólar abriu em alta com uma tentativa de correção em cima das perdas de ontem, mas depois dos dados americanos, passou a cair", disse um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local à agência de notícias Reuters.

Assim, as principais praças de comercialização perderam entre 0,78% e 2,70%, com os preços variando entre R$ 54,00 e R$ 70,00 por saca.

Nos portos, as perdas foram um pouco mais intensas. A soja disponível perdeu 1,39% em Paranaguá, para R$ 71,00 por saca, e 0,70% em Rio Grande, para os mesmos R$ 71,00. Já a safra nova foi a R$ 70,50 e R$ 72,80, respectivamente, perdendo 1,40% e 0,27%.

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Data de Publicação: 12/01/2018 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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