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Soja Tensões comerciais entre EUA e China voltam ao radar e mercado opera em queda nesta 4ª na CBOT

As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quarta-feira (13) em campo negativo. As principais posições da commodity exibiam perdas entre 8,50 e 9,00 pontos, por volta das 8h26 (horário de Brasília). O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,45 por bushel, enquanto o agosto/18 trabalhava a US$ 9,50 por bushel. O novembro/18 era negociado a US$ 9,66 por bushel.

O mercado voltou a testar o lado negativo da tabela, após o reporte do boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), indicando uma redução nos estoques finais americanos na safra 2018/19. A projeção para a safra de soja foi mantida em 116,48 milhões de toneladas.

As atenções dos investidores estão voltadas às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. "Os atritos comerciais entre as duas potências também estão de volta no radar antes de sexta-feira, quando Washington disse que divulgará uma lista de 50 bilhões de dólares em produtos chineses que estarão sujeitos a uma tarifa de 25%", informou a Reuters. A preocupação do mercado é que essa situação afete as exportações americanas.

Do mesmo modo, a safra norte-americana também segue no radar. No início da semana, o USDA reportou que 74% das lavouras de soja ainda apresentavam boas ou excelentes condições até o último domingo.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Com redução nos estoques americanos, mercado encerra 3ª feira com leves altas em Chicago

A sessão desta terça-feira (12) foi de ligeiras altas aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Durante o dia, as cotações reduziram as altas e finalizaram o pregão com ganhos entre 0,50 e 0,75, próximos da estabilidade. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,54 por bushel e o agosto/18 operava a US$ 9,59 por bushel. O novembro/18 finalizou o dia a US$ 9,74 por bushel.

O mercado voltou a trabalhar em campo positivo depois de acumular perdas expressivas nos últimos seis pregões e perder o patamar de US$ 10,00 por bushel. A informação mais importante e aguardada pelos traders nesta terça-feira era o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

E, na contramão das projeções do mercado, que apostava em uma elevação na safra americana, o departamento manteve a sua estimativa em 116,48 milhões de toneladas de soja na safra 2018/19. A produtividade das plantações também foi mantida em 55 sacas do grão por hectare.

"Todo mundo esperava um aumento na safra americana e como o número foi mantido, automaticamente, trouxe uma pressão positiva sobre o mercado", destacou o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Já os estoques finais de soja da nova temporada baixaram de 11,29 milhões para 10,48 milhões de toneladas. O volume ficou abaixo das estimativas dos investidores, entre 10,61 milhões a 19,11 milhões de toneladas do grão.

Paralelamente, os preços da commodity também encontraram sustentação na queda no índice de lavouras em boas e excelentes condições nos EUA. Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA indicou que 74% das plantações de soja apresentavam boas ou excelentes condições, até o último domingo. Na semana anterior, o percentual era de 75%.

Mercado brasileiro

Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a terça-feira foi de ligeiras movimentações aos preços da soja no mercado doméstico. Em Rio do Sul (SC), a saca da soja caiu 2,60% e terminou o dia a R$ 75,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), a queda ficou em 1,47%, com a saca a R$ 67,00.

No Rio Grande do Sul, a saca caiu 0,72% em Não-me-toque e encerrou o dia a R$ 68,50. Já em Panambi, a perda foi de 0,68%, com a saca a R$ 70,02. Em Palma Sola (SC), a cotação também caiu, cerca de 0,67%, e a saca fechou a terça-feira a R$ 74,50.

No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em março/19, subiu 1,21% e terminou o dia a R$ 83,50. No terminal de Rio Grande o dia foi de estabilidade aos preços da soja.

"Os negócios estão parados e o nível dos embarques está desacelerando nos portos em meio a indefinição sobre a tabela de frete. O nível das exportações nos primeiros dias úteis está abaixo do registrado no mesmo período de 2017", explica Brandalizze.

Ainda hoje, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reportou a que a falta de definição continua prejudicando o setor do agronegócio. Em entrevista ao O Globo, o ministro afirmou que "60 navios estão parados há mais de 11 dias nos portos, pagando diárias entre US$ 25 mil a US$ 35 mil, à espera de produtos agropecuários que não chegam aos terminais para serem exportados".

Em nota, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou na manhã desta terça-feira que continuava a conversar com os setores envolvidos com a questão do tabelamento do frete. "Essa discussão é importante para amadurecer tecnicamente o assunto. A Agência está trabalhando com a prudência necessária, buscando o equilíbrio do setor", dizia a nota.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,7075 na venda, com queda de 0,52%. A queda é decorrente da atuação do Banco Central no mercado de câmbio. "O mercado também aguarda o desfecho do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, no dia seguinte", informou a Reuters.

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Data de Publicação: 13/06/2018 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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