Olá, Visitante Entre Cadastre-se EAD

Portal do Agronegócio

Soja tem oscilações tímidas nesta manhã de 3ª feira em Chicago à espera do relatório do USDA

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (12) operam com oscilações tímidas e leves baixas antes da divulgação dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam pouco mais de 2 pontos entre as posições mais negociadas, com o novembro/17 valendo US$ 9,57 por bushel.

As expectativas maiores para o boletim deste ano estão sobre os números de produtividade, já que eles surpreenderam de forma bastante agressiva no mês passado, vindo bem acima do que se esperava.

O rendimento projetado para a oleaginosa americana é menor do que o observado em agosto e, de acordo com as expectativas do mercado, poderia ficar entre 53,4 e 56,47 sacas por hectare, com média de 55,22 e frente as 56,02 sacas do boletim anterior.

"O USDA trouxe 49,4 (56,02 sacas por hectare) bushels por acre em agosto, com pesquisas por telefone todos se surpreenderam. Na sequência, vieram inúmeros crop tours mostrando números entre 48,5 (55 scs/ha) e 49 bushels por acre (55,57), incluindo o Crop Tour Pro Farmer, que é um dos mais tradicionais e confiáveis dos EUA. Isso só mostra o quanto o trabalho do USDA é sério e o quanto são criteriosos em sua pesquisas. E esses números de setembro são os primeiros como o USDA em campo", explica o consultor da Terra Agronegócios, Ênio Fernandes.

Os novos números saem às 13h (horário de Brasília). Atenção também aos estoques finais, lembrando que esse reporte de setembro não traz ainda a finalização dos dados da safra 2016/17.

"Ainda não temos os números completos de exportações, usdo de milho para a produção de etanol, esmagamento de soja e mais alguns dados. Teremos que esperar até 29 de setembro no boletim de estoques trimestrais no dia 1º do mesmo mês para conhecermos os estoques reais. E então, o USDA deve incorporar essas informações no boletim de 12 de outubro", explica o analista de mercado Rich Nelson, da Allendale.

E apesar de o dia ter seu foco principal no boletim do departamento americano, o mercado também não desgruda os olhos do cenário financeiro e, principalmente, do andamento do dólar. O dolar index, na manhã desta terça, subia 0,11% para chegar voltar aos 92,03 pontos, já que nos últimos dias havia perdido esse patamar.

Os traders ainda acompanham também a conclusão da nova safra dos Estados Unidos e, no reporte semanal de acompanhamento de safras divulgado no final da tarde de ontem pelo USDA, o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições caiu 1 ponto percentual para 60%.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Preços recuam no Brasil com dólar nos R$ 3,10 e Chicago se posicionando antes do USDA

Os futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (11) com estabilidade na Bolsa de Chicago. Em um pregão que antecede o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado internacional optou por se posicionar e esperar pelos novos números que serão trazidos pelo órgao neste dia 12, especialmente depois da supresa do último reporte.

Os números pegaram os traders no 'contrapé', ficaram bem acima de todas as expectativas e as cotações despencaram na Bolsa de Chicago nas tabelas de milho, soja e trigo. Com isso, para esse boletim de terça-feira, o mercado parece um tanto 'apreensivo' ao trazer suas expectativas.

"Está todo mundo com o pé atrás, pode ser uma nova caixinha de surpreas", diz o analista de mercado e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais.

Para a produção americana de soja, esses números variam de 113,73 e 120,21 milhões de toneladas. A média esperada de 117,6 milhões é menor do que o total projetado no mês passado, de 119,23 milhões. Dessa forma, se espera uma produtividade menor, a qual poderia ficar entre 53,4 e 56,47 sacas por hectare, com média de 55,22 e frente as 56,02 sacas do boletim anterior.

Paralelamente, os traders acompanham também a movimentação do furacão Irma, que chegou aos Estados Unidos pelo estado da Flórida neste final de semana e pode ir mais adiante, chegando, possivelmente, ao Alabama e à Georgia. Apesar disso, o fenômeno perdeu força e, felizmente, foi rebaixado da categoria 5 para 2.

Ainda nesta segunda, as informações da demanda continuam chegando positivas e limiltando as baixas observadas na CBOT. Além de um anúncio de novas vendas de mais de 350 mil toneladas trazido pelo USDA na manhã de hoje - para destinos não revelado - o boletim de embarques semanais do departamento trouxe ainda número bem acima das expectativas para estes primeiros dias do ano comercial 2017/18.

Na semana encerrada em 7 de setembro, os embarques americanos de soja totalizaram 1.106,268 milhão de toneladas, contra expectativas do mercado que variavam de 440 mil a 630 mil toneladas. Na semana anterior, os embarques foram de 710,922 mil toneladas.

Preços no Brasil

No Brasil, o dólar operou durante o dia todo em campo negativo para, no final da sessão, mudar a mão e fechar com alta de 0,30% e valendo R$ 3,1038 nesta segunda-feira.

"A moeda tem uma forte resistência no patamar de 3,08 reais. Muitos investidores acabaram aproveitando os níveis para comprar", justificou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora local á agência de notícias Reuters.

Ainda assim, o movimento foi insuficiente para segurar as cotações no mercado brasileiro neste início de semana. Nos portos, as referências ainda trabalham na casa dos R$ 70,00, tanto para a soja disponível, quanto para o produto da safra nova. O destaque é a temporada 2017/18, com indicativo de R$ 72,20 por saca no terminal de Rio Grande.

No interior do país, baixas também foram contabilizadas, e a maior parte das principais praças de comercialização ainda vêm cotações abaixo dos R$ 60,00 por saca.

"Segue forte a demanda na exportação. Assim, o movimento maior tende a ser para o mercado externo, com as indústrias internas trabalhando com o que tem em casa e pouco de compras novas", diz Vlamir Brandalizze. "E o ritmo do movimento da exportação seguirá forte, podendotrazer aperto no abastecimento interno mais a frente, porque já estamos bem vendidos no mercado externo. E há uma fatia dos produtores que ainda tem soja, mas que indicam vender apenas no começo do ano que vem, buscando repassar o faturamento para o próximo ano fiscal", completa o consultor da Brandalizze Consulting.

Imprensa:
Enviar matéria
Data de Publicação: 12/09/2017 às 10:12hs
Fonte: Notícias Agrícolas
◄ Leia outras notícias
Portal do Agronegócio © Copyright 2013 Portal do Agronegócio. Desenvolvido por: