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Setor pecuário pede mudanças no Programa de Subvenção ao Seguro

Assim como a agricultura, a pecuária de corte e de leite são atividades de grandes riscos, afinal, todo o investimento da fazenda está aplicado em seu rebanho e que por sua vez está exposto a todo tempo às intempéries, doenças e diversos outros perigos. Para tentar ajudar o produtor a proteger o seu patrimônio e assim garantir continuidade na atividade, renomadas associações e representantes do setor se uniram para pedir ao governo mudanças no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) na modalidade “Pecuário”.

Esta reivindicação conta com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), juntamente com a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), que protocolaram o pedido de revisão do PSR. O pedido foi entregue ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante reunião com o diretor do departamento de gestão de risco, Vitor Ozaki.

De acordo com a corretora, Karen Matieli, especialista em seguro de animais, e proprietária da Denner Seguro de Animais, e que participou da reunião em Brasília, seria necessário à inclusão de R$ 10 milhões no PSR na modalidade pecuário. “Atualmente a pecuária tema acesso apenas a R$ 1 milhão, pois sofremos com a divisão que é feita com outras culturas e no fim das contas os pequenos e médios produtores não tem acesso ao programa. Deveríamos ter uma verba destinada a subsidiar apólices de pecuário bovino, assim como tem o milho e a soja, afinal a pecuária tem importante papel na economia do País”, diz.

Força da pecuária

Não é novidade para ninguém que a agropecuária vem nos últimos anos sustentando a economia brasileira. A prova disso é que o País chegou ao fim de sua maior recessão da história com o avanço de 1% em 2017 no Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado foi puxado, principalmente, pela forte atividade da agropecuária e principalmente pela bovinocultura, responsável por 30% deste montante. “A pecuária tem evoluído muito nos últimos anos e o resultado do PIB comprova isso. É cada vez maior a demanda por parte dos produtores pelo seguro rural, falta o governo nos apoiar. Somente 0,24% de subvenção para a pecuária como é hoje, é muito pouco, precisaríamos de muito mais para atender a demanda atual”, destaca Karen.

Para o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, com estas mudanças na redistribuição solicitada ao Mapa, tantos os produtores quanto o mercado em geral serão beneficiados. “O seguro é ferramenta de mitigação de riscos, onde transferimos à seguradora os riscos incertos de nossa atividade. Muitos pecuaristas deixaram sua atividade em virtude de perdas catastróficas. Precisamos evoluir, pois o agro que sustenta esse País e também precisa se proteger”, destaca.

Atualmente o Brasil tem mais de 1,3 milhão de produtores de leite de acordo com o último censo agropecuário. Segundo Borges, com as mudanças na subvenção ao seguro rural na modalidade pecuário a atividade só tem a crescer. “O produtor de leite tem um papel extraordinário na economia do País, pois é a maior categoria de produtores rurais no Brasil, sendo a que mais segura o homem no campo, gerando empregos e evitando o êxodo rural. Quando se tem mais segurança, você se torna disposto a investir. Um exemplo simples, um produtor que terá o benefício para contratar o seguro pecuário, certamente irá adquirir animais com genética, capazes de aumentar a eficiência em sua propriedade”, completa.

Já o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, destacou no comunicado protocolado e enviado ao Mapa a inclusão de uma rubrica específica para a pecuária no Plano Agrícola e Pecuário (PAP-2018), que contemple subvenção de seguro para os sistemas de cria, recria, engorda e para os animais melhoradores inscritos no Serviço de Registro Genealógico (SRG) de cada associação nacional/brasileira. “Face ao baixo valor disponibilizado para a pecuária, muitos produtores não conseguem acesso ao seguro rural, o que deixa a mercê de riscos e faz com que deixem a atividade”, disse.

Agora o setor aguarda um posicionamento do Mapa, que se comprometeu a realizar um estudo de viabilidade orçamentária e a necessidade, buscando uma autorização já para a safra 2018/2019. “O primeiro passo foi dado, iniciamos um pleito de R$ 5 milhões para o seguro pecuário. Sabemos que o valor ainda está bem abaixo da demanda que temos, já que projetamos nos próximos anos chegar a R$ 50 milhões. Mas já é um grande passo nesta longa caminhada”, finaliza Karen.

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Data de Publicação: 20/03/2018 às 13:00hs
Fonte: RuralPress
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