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Safra de feijão tem prejuízos em todo o Paraná

Para os produtores de feijão do Paraná, a chuva na hora da colheita já trouxe perdas.

De longe a gente percebe o estrago. Em uma propriedade em Ventania, na região dos Campos Gerais, as vagens estão escuras. E não deu para colher quase nada. O feijão acabou germinando nas vagens. Apenas 13% dos 166 hectares se salvaram.

"Eu trabalho na empresa há 16 anos e é o primeiro ano de acontecer de dissecar e não colher, colhemos só um pouco”, diz o gerente da propriedade Pedro Bonfim.

Apesar da seca na fase inicial da safra, os pés de feijão conseguiram crescer e atingir a altura certa. O principal problema foi na hora da colheita: era necessário ter tempo firme, mas em algumas cidades chegou a ter chuva 15 dias seguidos.

Teve região que choveu 350 milímetros, quando a média para o período é de 150. O seu Eltje Groenwold perdeu os 80 hectares de feijão que deveria colher agora na primeira safra.

“Ah, desanimador né. Vinte e cinco anos de agricultura e perder tudo, o custo que tem isso aí, né?! E se você planta é para colher, né?! Você planta para colher e para produzir né e não produzimos nada. É bem triste”, diz Eltje.

A safra de feijão teve prejuízos em todo o Paraná. Na região de Ponta Grossa, a principal produtora do grão, a perda deve ser grande na avaliação da Secretaria de Agricultura. "A gente está prevendo uma produção de 90 mil toneladas. Isso é 15 a 20% de perda", diz Luiz Alberto Vantroba, agrônomo do Deral (Departamento de Economia Rural).

Mesmo com a colheita menor, o preço do feijão está caindo por causa da baixa qualidade dos grãos. A saca essa semana saiu por R$ 100. No ano passado, na mesma época, estava R$ 10 mais cara.

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Data de Publicação: 15/01/2018 às 11:00hs
Fonte: Globo Rural
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