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Safra 2018 encolhe, mas será a segunda maior da história

Apesar das metodologias diferentes, Conab e IBGE concordam que a colheita nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas será menor que a supersafra do ano passado, mas, ainda assim, será a segunda melhor da história do Brasil.

O IBGE calcula que o país deve fechar 2018 com 227,2 milhões de toneladas, 5,6% inferior ao total registrado em 2017, que foi de 240,6 milhões de toneladas. Já a Conab estima a safra de grãos 2017/2018 para 226 milhões de toneladas, um recuo de 4,9%. Apesar da queda, a Conab se mostrou otimista. “O país ainda deverá colher a segunda maior safra de todos os tempos”, disse a entidade.

Apesar da expectativa de queda em 2018, a estimativa feita em fevereiro é mais otimista do que a de janeiro. De janeiro para fevereiro, o IBGE elevou em 0,5% (de 226,1 milhões para 227,2 milhões de toneladas) a previsão de 2018. As três principais lavouras de grãos do país – arroz, milho e soja – representarão 92,9% da produção. São esperadas quedas para os três produtos. Houve melhora nas culturas de sorgo (7,3%), café robusta (canephora) (2,9%), milho 2ª safra (0,7%) e soja (0,6%).

Juro menor

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta quinta-feira que o total de recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 deverá ser praticamente o mesmo do atual período (2017/2018), já que há uma limitação nos gastos do governo pelo teto determinado na emenda à Constituição promulgada em 2016.

“Os volumes de recursos praticamente serão os mesmos, já que a lei do teto fala no (total do) ano passado mais inflação”, disse Maggi. “Como a inflação (de 2016) foi pequena, o aumento será pequeno”, completou Maggi durante entrevista a jornalistas na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

Para a atual safra, o governo destinou R$ 188,3 bilhões. Se a inflação de 2,95% de 2017 for considerada nos cálculos do governo, o volume para o Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 será de R$ 193,85 bilhões. Maggi afirmou que os juros para o financiamento agropecuário a partir de 1º de julho, quando começa oficialmente a safra, devem ser menores que os atuais, entre 7,5% e 11,75% ao ano para as principais linhas de crédito.

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Data de Publicação: 13/03/2018 às 18:00hs
Fonte: O Tempo
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