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Rotação de cultura com Feijão em agricultura familiar é destaque em Dia de Campo em Rialma-Goiás

O tema central da ação foi a produção de feijão irrigado nos municípios do Vale do São Patrício. O evento aconteceu na Fazenda Córrego do Marinho, área de 15 hectares, conduzida por arrendamento pelo Sr. Antônio Gomes de Souza (Seo Viola). Participaram do encontro, ainda, representantes do Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Ceres; da Prefeitura e da Câmara Municipal de Rianápolis; Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa); e de cooperativas de trabalhadores rurais da região; além de diversos produtores da agricultura familiar.

A participação da Embrapa Arroz e Feijão nesse trabalho visa, entre outros pontos, a viabilizar a inserção das culturas de arroz e de feijão nos sistemas de produção da agricultura familiar sustentável. Desde 2010, a Embrapa Arroz e Feijão atua na região do Vale do São Patrício, nessa parceria com Emater e IF. O início foi no município de Ceres, com o Projeto TRANSISTGO; depois em Santa Isabel, Itapaci, Vila Propício e em Rialma. O Analista de TT da Embrapa Arroz e Feijão, Glays Matos, que representa a Empresa no evento junto de Luciene Camarano e Mábio Chrisley, ressalta a importância desse trabalho conjunto na sustentação de uma cultura local que remonta a primeira metade do século passado.

No ano de 1940, foi criada uma colônia de agricultores no Vale do São Patrício que, em dez anos de existência, já contava mais de 3.500 famílias produzindo alimentos, entre os quais, o feijão sempre foi um dos produtos mais cultivados. Ali se originava a cidade de Ceres. Quase 70 anos depois, no município vizinho, a área do “Seo” Viola recebe, todos os anos, uma diversidade de culturas, em sistema de rotação/sucessão, como milho verde, mandioca e abacaxi. Segundo o agricultor, a produção de feijão, que utiliza irrigação por aspersão convencional, é uma das suas preferidas: “sempre trouxe o retorno desejado e um pouco mais”, diz ele.

Em Ceres, o senhor Donizete Antônio Pereira, que esteve presente no Dia de Campo, arrenda a propriedade de seu pai, onde planta o feijão, entre outros cultivos, trabalho conduzido em parceria com seu filho. De início, ele plantava apenas milho, mas, segundo ele, sobrava um tempo sem aproveitar a terra, entre uma safra e outra. Quando o filho perdeu o emprego na zona urbana, começou a ajudá-lo e, com apoio de Glays Matos, desenvolveu uma UD de feijão, depois de oito anos sem se dedicar a esse cultivo. No ano passado, seguindo orientações recebidas na Embrapa, o senhor Donizete começou a adotar o plantio direto do feijão na palha do milho, conseguindo resultados que o deixaram muito satisfeito.

Do município de Rialma, esteve também no evento o agricultor Hermes Assis, que, junto à sua esposa e ao filho, conduz um pivô de 30 hectares com soja, milho, arroz e feijão. A área, no momento, está produzindo feijão, em plantio direto, sobre a palhada de arroz plantado na safrinha, dois fatores que surpreenderam o pesquisador Mábio Chrisley, ao conhecer a propriedade da família do senhor Hermes. “Das áreas de pivô que conheço, essa talvez seja a única que adota arroz na safrinha e planta feijão em seguida, sobre a palhada do arroz”, diz.

O Dia de Campo foi coordenado pelo técnico agropecuário Quintino da Silva Moreira, da Emater, que lembrou o início dessa ação, quando a Embrapa foi convidada em um evento no município de Ceres e se dispôs a colaborar nos trabalhos. A continuidade das conversas, em momentos posteriores, resultou na parceria que tem conseguido atender aos agricultores familiares da região, auxiliando com as pesquisas e a transferência promovidas pelas duas Instituições, tendo também o IFGoiano como ator de suma importância nos resultados. A união desses parceiros promove um ambiente de progresso, no qual a construção do conhecimento que se apresenta nesses projetos consegue levar em conta todo o conceito cultural que envolve os agricultores participantes. Nas terras do “seo” Viola, por exemplo, foram utilizadas sementes da Embrapa, como a BRS Esteio e a BRSMG Realce, junto, contudo, a outras tradicionais de uso costumeiro dos produtores, como uma variedade conhecida como “Olho de Pomba”. O professor do curso de Agronomia do IF Goiano/Campus Ceres, Helber Morgado, destacou os trabalhos da Embrapa, Emater e de sua Instituição, como um grande apoio dado às famílias do Vale do São Patrício, auxiliando na condução de suas plantações, sem esquecer os costumes que vêm de gerações anteriores. Ele lembrou, ainda, a importância do feijão nesse sistema de rotação, não apenas como alimento, mas também como auxílio no controle de doenças que podem afetar outras culturas.

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Data de Publicação: 25/09/2017 às 13:20hs
Fonte: Embrapa Arroz e Feijão
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