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Rastreabilidade desde a produção até a mesa garante produtos com menos agrotóxicos

O Brasil caminha para se tornar referência na produção segura de alimentos na América Latina. Para que isso seja possível, o programa Produção Integrada Agropecuária – PI Brasil aposta na rastreabilidade como principal ferramenta. O primeiro passo já foi dado: o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estabeleceram um Termo de Cooperação de forma a facilitar o acesso de agricultores a práticas integradas de qualidade na agropecuária, de forma a permitir que a comida que chega ao prato dos consumidores seja a mais saudável possível, sem resíduos que possam causar danos aos consumidores.

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que faz parte do grupo técnico do PI Brasil, ficará responsável por disseminar a produção integrada com foco na aplicação de padrões globais de identificação que dê o suporte aos agentes da cadeia, em especial no que diz respeito a frutas, legumes e verduras (FLV). “Neste momento, nosso papel é levar o conhecimento de processos que auxiliem a rastreabilidade de forma padronizada”, explica Nilson Gasconi, executivo de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

Os resultados positivos obtidos pelo piloto do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), desenvolvido em mais de 30 grandes supermercados de Santa Catarina, motivaram o Mapa e a Abras a levarem a experiência para outros estados. Agora, será a vez de o Rio Grande do Sul e o Paraná implantarem o sistema de produção que, segundo o Ministério da Agricultura, “tem menor impacto ambiental, maior responsabilidade social e rastreabilidade garantida, assegurando que a procedência do alimento é conhecida”. Depois, será a vez de as centrais de abastecimento de São Paulo (Ceagesp) e a de Minas Gerais (Ceasa Minas) estimularem fornecedores a produzir alimentos mais seguros e com rastreabilidade.

Graças ao monitoramento e a rastreabilidade de FLV pelo Rama, é possível ainda verificar os resíduos de agrotóxicos utilizados desde a produção até o ponto de venda. De acordo com as diretrizes do Mapa, o principal objetivo é garantir que resíduos de defensivos agrícolas encontrados nos alimentos não estejam acima de níveis que ofereçam riscos à saúde e também do nível permitido legalmente, estando, portanto, seguros para o consumo humano.

Duas tecnologias auxiliam a missão de identificar as informações desde a origem dos produtos. O GS1 Databar – código de barras bidimensional de dimensões reduzidas e maior capacidade de armazenar dados – permite identificação e controle do lote e da validade de cada item. Além disso, no caso de frutas, legumes e verduras, possibilita também a identificação em espaços limitados, com melhor desempenho de leitura e facilmente identificados. A outra opção é o GS1-128 – código de barras usado na cadeia logística para monitorar caixas e pallets. Ele pode conter todas as informações variáveis, como números de série, data de validade ou medidas e também de algo muito importante como o número de lote de produção.

O próximo passo é dar treinamento aos agricultores para que tenham condições de fornecer produtos com maior valor agregado a varejistas para vender alimentos seguros. Segundo análises do Mapa, as medidas de proteção não deverão aumentar os custos para os consumidores.

Padrão Global de Rastreabilidade GS1 – Trata-se de um padrão empresarial desenvolvido dentro do Processo de Gerenciamento de Padrões Globais GS1 (GSMP), uma comunidade de mais de 800 empresas da Ásia, Europa e Américas que representa varejistas, fornecedores, indústrias, organizações membros da GS1 e provedores de soluções de todos os setores da economia. O Padrão Global de Rastreabilidade GS1 não compete com outros padrões internacionais como os da ISO, Global Food Safety Initiative (GFSI) do CIES, Global Food Standard do British Retail Consortium (BRC), Food Marketing Institute, Global GAP, ou demais certificações para alimentos “orgânicos”. De fato, a GS1 auxilia empresas e organizações a atenderem as exigências desses tipos de requisitos, pelo fornecimento de ferramentas &ndas h; e esclarecimentos de como aplicá-las – para atingir os tão procurados níveis de rastreabilidade.

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Data de Publicação: 26/01/2017 às 13:40hs
Fonte: DFreire Comunicação e Negócios
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