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Produtores de Monte Santo de Minas se especializam na produção de mel

Em Monte Santo de Minas, ao longo da semana de 12 a 16 de março, dez produtores participam do curso Trabalhador na Apicultura / Criação e Manejo de Abelhas indígenas sem ferrão. A capacitação foi solicitada pelo produtor Belchior Gomes de Paula (de boné, à esquerda, na foto abaixo), que tem seis caixas de abelhas da espécie Jataí.

Durante a capacitação, os produtores conhecem as possibilidades da Meliponicultura enquanto atividade profissional, o manejo de colmeias de meliponídeos, a multiplicação de colmeias, a comercialização e a Meliponicultura como uma atividade de impacto ambiental favorável.

Belchior se diz um apaixonado pela atividade, mas sem a capacitação enfrentava problemas com a produção. Por este motivo, solicitou a mobilizadora Janaína Almeida Fernandes, do Sindicato Rural de Monte Santo de Minas a capacitação. “Os cursos do Senar Minas são bem direcionados. É exatamente o que precisamos, para acertar o nosso manejo”, disse o produtor. Belchior ainda não comercializa, pois a sua produção é pequena. O produtor quer também estar capacitado para depois vender o seu produto. A sua meta é chegar a 100 caixas de abelhas.

O instrutor, Masio Sérvulo Magalhães, destaca que a turma está comprometida com a capacitação. Segundo ele, o mel das abelhas sem ferrão é bem disputado por chefes da gastronomia, por ser mais fluído e fermentado, e muito utilizado na preparação de pratos, mas a produção ainda é pequena para atender toda a demanda. O sabor da especiaria fica por conta das espécies e das floradas, utilizadas para a produção do mel. O mercado, segundo o instrutor, é bom e crescente.

Mas é claro que como em todas as atividades tudo tem dois lados. Entre as dificuldades enfrentadas pelos produtores está à conservação do produto, que por ser mais fluído exige técnicas específicas para isso. O produto, assim como o queijo, também pode ser maturado. Másio destaca que o Brasil tem mais de 300 espécies de abelhas, muitas delas sem ferrão, mas que a maioria das pessoas ainda desconhece as espécies nacionais. Entre as mais conhecidas está a Jataí. “Por serem nativas, elas estão em harmonia com a nossa flora. As espécies europeias e africanas, como o nome sugere, são exóticas, não existiam no Brasil”, ressalta. A legislação brasileira não permite a captira diretamente na natureza, mas permite a formação de armadilhas para esperar os enxames que se dividem naturalmente.

Meliponicultura

É o nome científico para a criação de abelhas sem ferrão, especialmente dos gêneros Melípona e Trigona. As espécies são nativas da América Latina e cultivadas no Brasil e México. Os povos indígenas já manuseavam as abelhas sem ferrão e utilizavam o mel para diversos tratamentos de saúde.

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Data de Publicação: 21/03/2018 às 08:20hs
Fonte: FAEMG
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