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Produção primária florestal caiu 4,2% e somou R$ 18,4 bi em 2015, diz IBGE

A produção primária florestal brasileira somou R$ 18,4 bilhões no ano passado, mostra o levantamento Produção da Extração Vegetal e Silvicultura (PEVS) 2015, divulgado na última quinta-feira (27/10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 4,2% ante 2014, quando o valor de produção totalizou R$ 19,2 bilhões. Houve perdas na silvicultura e ligeiro aumento no extrativismo, mas esta melhora foi puxada pela elevação de preços, uma vez que houve redução na quantidade extraída de madeiras de todos os tipos, explicou Luis Celso Guimarães Lins, gerente da PEVS 2015.

A silvicultura - que corresponde às florestas plantadas - contribuiu com R$ 13,7 bilhões, o equivalente a uma fatia de 74,3% da produção florestal total, enquanto a extração vegetal - referente à coleta de produtos em matas e florestas nativas - respondeu por R$ 4,7 bilhões, uma participação de 25,7%.

"O que detectamos foi que diminuiu a quantidade produzida pela silvicultura, especialmente de carvão vegetal (-13,3%) e madeira em tora para movelaria e outras finalidades (-9,1%). O aumento de preços não foi suficiente para recuperar as perdas com a queda na demanda", disse Lins.

O tombo na produção de carvão vegetal foi provocado por uma retração nas encomendas do setor de siderurgia. Em Minas Gerais, maior produtor do país, houve uma queda de 14,2% na quantidade de carvão vegetal produzida em relação ao ano anterior. "Dos 14 Estados produtores, apenas dois apresentaram variação positiva", lembrou Lins.

O único bom desempenho da silvicultura foi registrado pela produção de madeira em tora para papel e celulose, que cresceu 6,7%. "Segundo o Instituto Brasileiro de Árvores, houve crescimento na produção de madeira em tora pela silvicultura porque aumentou a exportação para países emergentes, principalmente para fabricação de itens de higiene, como papel higiênico", disse o gerente da pesquisa.

Já o total de lenha produzido foi de 54.976.320 metros cúbicos em 2015, um decréscimo de 2,1% em relação a 2014. Na silvicultura, os quatro produtos madeireiros considerados alcançaram R$ 13,4 bilhões e os três não madeireiros, R$ 292,9 milhões.

Na extração vegetal, a participação de produtos madeireiros totalizou R$ 3,2 bilhões em 2015 e a de não madeireiros somou R$ 1,5 bilhão.O grupo de produtos Alimentícios foi o que apresentou o maior valor da produção extrativa não madeireira, com 69,4% do valor total obtido, seguido por Ceras (14,8%), Oleaginosos (8,3%), Fibras (7,0%) e Demais Grupos (0,5%).

Os produtos que se destacaram pelo valor da produção foram os mesmos dos anos anteriores: nos Alimentícios, o açaí (R$ 480,6 milhões), a erva-mate nativa (R$ 396,3 milhões) e a castanha-do-pará (R$ 107,4 milhões); nas ceras, o pó de carnaúba (R$ 195,6 milhões); nos Oleaginosos, as amêndoas de babaçu (R$ 107,7 milhões); e, nas Fibras, a piaçava (R$ 101,3 milhões).

Todos os produtos madeireiros do extrativismo vegetal apresentaram redução na quantidade - carvão vegetal (-21,9%), lenha (-6,8%), madeira em tora (-3,2%), nó-de-pinho (-55,3%) -, assim como o número de árvores abatidas do pinheiro-brasileiro nativo (-40,0%).

Segundo o IBGE, a demanda industrial, o preço, a disponibilidade de mão de obra na coleta de determinados produtos, as condições climáticas e a atuação de órgãos de controle ambiental e fiscalizadores são fatores que explicam as frequentes oscilações da produção do extrativismo vegetal.

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Data de Publicação: 31/10/2016 às 20:00hs
Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
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