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Produção do feijão apresentará perdas

Há baixa possibilidade de precipitações para os próximos cinco dias sobre as principais regiões produtoras de milho safrinha do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais. Somente após a próxima quinta-feira (10), que um sistema de alto pressão romperá o bloqueio atmosférico e irá permitir que novas frentes frias consigam avançar sobre a Região Sudeste. Assim, as áreas de instabilidade vão se organizar, levando chuva a diversas localidades da região central do Brasil. Até lá, o tempo seguirá aberto e com possibilidades apenas para eventuais pancadas de chuva irregular sobre regiões produtoras de Rondônia, Mato Grosso e de Goiás.

Situação do milho safrinha

As condições ao desenvolvimento do milho safrinha continuarão bastante críticas no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Vale lembrar que o Paraná e o Mato Grosso do Sul são o 2º e 3º maiores produtores nacionais do cereal de 2ª safra. Em outras palavras, como mais de 50% das lavouras já se encontram em fase de florescimento e enchimento de grãos, a quebra no potencial produtivo será bastante significativa, podendo ultrapassar a casa dos 20%, facilmente.

Desse modo, a produção nacional de milho safrinha no Brasil deverá ficar em torno dos58 milhões de toneladas, com uma quebra de mais de 12 milhões de toneladas em relação à safra passada. O mesmo irá ocorrer com o feijão, porém, as perdas não irão se comparar ao milho, uma vez que há muito feijão irrigado e em fase mais adiantada de desenvolvimento. Mesmo assim, a produção deste ano não deverá atingir os patamares observados em 2017.

Tendência para as lavouras

O retorno das precipitações previsto para a semana que vem, será muito tarde para a maioria das lavouras de milho safrinha recuperarem parte do seu potencial produtivo. Por outro lado, não é esperado nenhum frio intenso para os próximos 15 dias, apenas deverá ocorrer pequenas quedas de temperaturas no final da próxima semana, mas nada que traga prejuízos às lavouras.

Para cana-de-açúcar, apesar do tempo seco estar favorecendo o avanço da colheita à maturação, muitos produtores já começam a ficar preocupados com o rendimento das lavouras que deverão ser colhidas ao longo do 2ª semestre, uma vez que essa estiagem está comprometendo o desenvolvimento delas. Para o café a situação é mais confortável, já que devido ao estágio avançado de maturação dos grãos, a estiagem não ocasiona nenhuma grande perda, apenas acelera a fase de maturação, antecipando a colheita em algumas lavouras.

A chuva frequente que ocorre sobre algumas das principais áreas produtoras da faixa leste do Pará, atrapalha consideravelmente a realização da colheita, bem como a logística. O fato positivo é que a chuva irá começar a dar uma trégua já a partir deste final de semana, permitindo a retomada de todas as atividades de campo, sem grandes transtornos.

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Data de Publicação: 07/05/2018 às 11:20hs
Fonte: Climatempo
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