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País deve superar entraves

“O Brasil tem ainda grandes desafios a vencer no setor de infraestrutura, notadamente, na infraestrutura portuária, onde há forte demanda, com tendência de crescimento no médio e no longo prazos, a despeito de uma conjuntura econômica desfavorável”. A opinião é de Roberto Lopes, Diretor de Operações da LOGZ Logística Brasil SA., ao ser questionado sobre o atual cenário.

Ele lembra que a partir da nova Lei dos Portos, de 2013, estamos vivenciando uma série de novos investimentos no setor. Ao todo, o governo calcula que serão aplicados mais de R$ 63 bilhões até o fim da década no setor. Terminais públicos arrendados estão tendo seus contratos de concessão renovados, e com isso serão expandidos e modernizados. E mais de 50 projetos de terminais privados tramitam em diferentes fases de desenvolvimento e aprovação. “Isso tudo certamente terá um impacto muito favorável no setor. Agora, é preciso lembrar que, para os portos funcionarem com plena eficiência, não basta apenas termos terminais equipados e modernos. É preciso também reduzir a burocracia e melhorar a integração intermodal, com adequadas conexões ferroviárias e rodoviárias”, avalia.

O executivo critica o atual problema de acessos no segmento e acredita que devemos pensa, sobretudo, na questão dos canais de navegação. “Eles precisam ser igualmente eficientes, pois do contrário a eficiência dos modernos terminais que já temos hoje acaba não sendo totalmente aproveitada. Obras de aprofundamento e de manutenção desses canais são fundamentais e também nessa frente precisamos melhorar o planejamento, identificando junto aos armadores as necessidades para atender as próximas classes de navios e garantir que os investimentos em dragagem gerem os resultados e eficiência esperados”, diz.

Para Lopes, há uma mudança positiva no setor, que passa a ter plena consciência de que precisamos cultivar no Brasil uma nova mentalidade que valorize o planejamento, com visões de curto, médio e longo prazo, e atrelada a uma estratégia de crescimento para o País. Da mesma forma, ele diz enxergar esta postura por parte do Poder Público, mas é preciso colocar os planos em prática. “Reduzir a burocracia é fundamental. Nos portos, devemos pensar em como padronizar procedimentos, em como alinhar o trabalho de diferentes Órgãos intervenientes, evitando retrabalho e custos adicionais para toda a cadeia produtiva. O elevado tempo de permanência das cargas nos portos é um dos principais indícios de perda de eficiência, com impacto direto na capacidade de atendimento dos terminais”, sustenta.

Lopes afirma, ainda, que o elevado tempo de permanência das cargas é severamente impactado por diferentes fatores que vão desde burocracia a gargalos logísticos de acesso aos terminais.

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Data de Publicação: 27/10/2015 às 18:10hs
Fonte: Guia Marítimo
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