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Nova técnica faz algodão resistir a ervas daninhas

O método consiste em uma adubação a base de fosfito

Cientistas da empresa norte-americana AgriLife Texas A & M desenvolveram uma técnica de fertilização que torna o algodão geneticamente modificado capaz de resistir aos efeitos de ervas daninhas. A alternativa surgiu devido ao grande número de plantas invasoras que se tornaram tolerantes a herbicidas.

O método inovador, batizado de PTxd / phosphite, consiste em uma adubação a base de fosfito, que pode ser absorvido por algumas variedades transgênicas de algodão e não por ervas daninhas. Segundo o Dr. Keerti Rathore, especialista da Texas A & M, esse tipo de cultura pode transformar o fosfito em fonte de fósforo, característica que outras plantas não possuem.

"As plantas transgênicas que expressam o gene bacteriano PTxd requerem a capacidade de converter o fosfato em ortofosfato. A planta permite um esquema de fecundação seletiva, baseado em fosfato como a única fonte de fósforo para o cultivo, na qual a ação não é efetiva para suprimir o crescimento de ervas daninhas que não podem usar essa técnica", comenta.

Uma constante preocupação dos pesquisadores é desenvolver métodos não agressivos ao meio ambiente e que, ao mesmo tempo, sejam rentáveis para o produtor. O Dr. Patrick Stover, Vice-Chanceler da Agricultura e Ciências da Vida da Texas A & M, salienta que o uso desse tipo de fertilização é importante por melhorar a produtividade e, consequentemente, gerar uma maior economia. "Nossos cientistas aqui na Texas A & M AgriLife abordaram um problema que custa os produtores milhares de dólares. Esta é uma solução econômica, ambientalmente segura e sustentável", declara.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences e realizado pelos cientistas Dr. Devendra Pandeya, Dr. Madhusudhana Janga, Dr. Muthu Bagavathiannan e Leanne Campbell, todos da Texas A & M, além disso também fazem parte da equipe Dr. Damar Lopez-Arredondo e Dra. Priscila Star-Hernandez da StelaGenomics Inc. e Dr. Luis Herrera-Estrella, do Centro de Pesquisa e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, de Irapuato, no México.

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Data de Publicação: 12/06/2018 às 18:00hs
Fonte: Agrolink
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