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Índice CEAGESP acumula queda de 4,32% em 2017

O ano de 2017 foi favorável para o setor de abastecimento de hortifrutícolas, ajudado pelo clima e pela recuperação da economia. Com juros mais baixos, o setor no geral conseguiu se recuperar das dificuldades enfrentadas em 2016, aumentando os investimentos e o volume ofertado.

Com mais produtos no mercado, os preços dos mais de 150 produtos acompanhados pelo índice CEAGESP encerraram o ano com queda. Frutas e diversos registraram reduções expressivas nos preços ao longo do ano. Verduras e pescados fecharam o ano com elevação dos preços praticados.

Somente em dezembro de 2017, o Índice CEAGESP recuou 2,32%. Todos os setores apresentaram queda, com destaque para os setores de legumes e verduras onde ambos apresentaram recuo de -5,99%. Nos demais segmentos, as quedas foram de -0,97% (frutas), -2,80% em Diversos (batata, alho, cebola, coco seco e ovos) e de -2,82% nos pescados.

No comparativo janeiro a dezembro de 2017, as principais variações foram registradas da seguinte forma:

Principais quedas

– Frutas: coco verde (-38,0%), manga palmer (-32,5%), banana nanica (-28,7%), laranja pera (-28,2%), maçã fuji (-28,0%) e melão amarelo (-26,2%).
– Legumes: mandioca (-54,0%) chuchu (-39,8%), mandioquinha (-31,1%) e abóbora japonesa (-23,3%).
– Verduras: coentro (-49,3%), rúcula (-21,1%), espinafre (-18,9%) e brócolos (-13,5%).
– Diversos: alho chinês (-77,5%) e alho nacional (25,3%).
– Pescados: lula congelada (-34,0%), salmão (-22,4%), cascote (-15,8%) e pescada (-15,7%).

Principais altas

– Frutas: limão taiti (156,4%), mamão havaí (59,5%) e mamão formosa (24,8%).
– Legumes: pimentão verde (63,8%), abóbora seca (52,4%), tomate maduro (42,6%), tomate salada (32,6%) e cenoura (26,5%).
– Verduras: escarola (53,5%), repolho (32,7%), alface crespa hidropônica (18,3%) e acelga (15,0%).
– Diversos: batata beneficiada lisa (48,8%), coco seco (23,0%) e cebola nacional (17,4%).
– Pescados: tainha (62,0%), sardinha congelada (51,2%) e pintado cativeiro (12,9%).

Tendência

As frequentes chuvas e as altas temperaturas que comumente ocorrem no primeiro trimestre de cada ano podem provocar situações altamente prejudiciais para a produção de hortaliças, notadamente as mais sensíveis.

Portanto, legumes e verduras devem apresentar problemas na qualidade e diminuição do volume ofertado no início de 2018. Em contrapartida, a maioria das frutas devem registrar boa oferta e preços reduzidos em relação ao ano passado.

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Data de Publicação: 11/01/2018 às 12:00hs
Fonte: CEAGESP
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