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Milho: semana abre no positivo se apoiando no fechamento da sexta na CBOT

O milho começou a semana no positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), de carona nos fundamentos que margearam os negócios na sexta-feira. Com exportações e clima em perspectiva, os principais contratos circulavam, nesta segunda (20), por volta das 9hs, com ganhos de 1,5 a 2 pontos.

O bushel março estava em US$ 3,69, o maio a US$ 3,77 e o julho US$ 3,83.

Analistas ouvidos pela Reuters relataram que a perda de um pouco de força do dólar eleva as perspectivas de exportações dos Estados Unidos, como já vem se acentuando nos últimos tempos, embora as boas safras de Brasil e Argentina limitam os ganhos e não deixam a valorização em Chicago escapar.

E Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da INTL FCStone, também no texto da Reuters, ainda acrescenta: “Continuamos a olhar para as planícies e monitorar o potencial de chuva. Está seca e ainda estamos muito cedo na estação de crescimento. E isso tem que ser observado atentamente”.

Brasil

Na BM&F Bovespa, ancorado em uma projeção de safra de 93 milhões de toneladas, os contratos de maio operavam marginalmente no negativo, com 0,36%, a R$ 30,10, enquanto o setembro no positivo não fugia de 0,10%, a R$ 29,24.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Milho: Preços recuam quase 20% no mercado doméstico na semana e negócios caminham lentamente

A semana foi negativa aos preços do milho praticados no mercado interno. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Itumbiara (GO), o preço caiu 19,35%, com a saca do grão a R$ 25,00. Nas localidades de Unaí e Paracatu, em Minas Gerais, a queda foi de 11,76%, com a saca a R$ 30,00.

Em Goiás, nas praças de Rio Verde e Jataí, a desvalorização ficou em 10,71% e a saca do cereal a R$ 25,00. Ainda no estado, em Chapadão do Céu, a perda foi de 10% e a saca fechou a sexta-feira a R$ 27,00. Em Uberlândia (MG), a saca encerrou a semana a R$ 30,00 e desvalorização de 9,09%. No Porto de Paranaguá, o preço futuro cedeu 1,67%, com a saca a R$ 29,50.

O ritmo dos negócios permanece lento no mercado brasileiro, conforme destacam os especialistas. O Cepea reportou ao longo dessa semana que, o avanço da colheita da safra de verão contribuiu para o aumento gradativo da oferta e, consequentemente, para pressionar as cotações.

Em recente entrevista ao Notícias Agrícolas, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destacou que as exportações seguem lentas em meio ao dólar mais barato nesse momento. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), até a segunda de março, as exportações do cereal somaram 97,9 mil toneladas.

O volume diário embarcado foi de 12,2 mil toneladas. "Se este ritmo de embarque se mantiver, o país irá exportar 281,5 mil toneladas de milho em março. Com isso, o Brasil fechará o primeiro trimestre de 2017 tendo exportado 2,2 milhões de toneladas, 81,2% menos que em igual período do ano passado", informou a Scot Consultoria.

Enquanto isso, a moeda norte-americana encerrou a sexta-feira a R$ 3,1008 na venda, com queda de 0,47%. "O dólar acompanhou o movimento no mercado externo e favorecido pela perspectiva de ingresso de recursos no país", disse a agência Reuters. Na semana, o câmbio acumulou queda de 1,36%.

Bolsa de Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram uma semana positiva. As principais posições da commodity acumularam valorizações entre 0,79% e 0,89% ao longo dessa semana, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Nesta sexta-feira (17), os contratos do cereal exibiram altas entre 1,50 e 2,25 pontos. O vencimento maio/17 era cotado a US$ 3,67 por bushel, enquanto o setembro/17 fechou o pregão a US$ 3,82 por bushel.

Segundo dados do site internacional Agrimoney.com, as cotações do cereal subiram no final do dia impulsionadas por um movimento de compras técnicas. "A falta de preocupações meteorológicas é o principal fator que mantém os mercados de soja e milho na defensiva e realmente minimizou as movimentações nesta semana", disse o analista internacional Darrell Holaday, da Country Futures.

Em contrapartida, a demanda tem sido uma constante no mercado e também deu suporte aos preços ao longo da semana. Os rumores de que a China teria adquirido um volume de até 500 mil toneladas de milho americano movimentou o mercado.

"A compra a termo pode ter sido em resposta aos receios de que os preços do milho chinês recuem na temporada de verão e que os grandes estoques do cereal no país são de má qualidade", destacou o analista da Futures International, Terry Reilly, em entrevista ao Agrimoney.com.

Por outro lado, a oferta também segue exercendo pressão negativa aos preços, conforme ponderam os especialistas. Na América do Sul, o grande destaque é a safra do Brasil, estimada em 91,5 milhões de toneladas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último reporte de oferta e demanda.

Para a Argentina, a perspectiva é de uma safra ao redor de 37 milhões de toneladas do cereal, de acordo com levantamento realizado pela Bolsa de Grãos de Buenos Aires. Até o momento, pouco mais de 10% da área semeada com o grão foi colhida e a produtividade está acima do esperado inicialmente, ainda conforme destacou a entidade.

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Data de Publicação: 20/03/2017 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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