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Milho inicia pregão desta 6ª feira do lado negativo da tabela em Chicago

Novamente, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado negativo da tabela. Nesta sexta-feira (17), por volta das 8h38 (horário de Brasília), os principais contratos da commodity testavam quedas entre 2,75 e 3,00 pontos. O março/17 era cotado a US$ 3,70 por bushel, enquanto o maio/17 operava a US$ 3,78 por bushel.

As cotações do cereal dão continuidade ao movimento de perdas. Ainda nesta quinta-feira, as cotações cederam mais de 1% diante do recuo nas vendas semanais de milho indicado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na semana encerrada no dia 9 de fevereiro, as vendas de milho somaram 1.068,7 milhão de toneladas.

A questão do México em meio à possibilidade de suspensão nas importações de milho dos EUA também continua rondando o mercado. O país é o principal comprador do produto americano. Além disso, os participantes do mercado ainda acompanham as informações sobre a nova safra norte-americana. A projeção é que em algumas áreas a semeadura do cereal comece na próxima semana.

Confira como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Em Chicago, milho consolida novo dia de queda e registra desvalorização de mais de 1% no pregão desta 5ª feira

A sessão desta quinta-feira (16) foi negativa aos preços do milho praticados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal acumularam desvalorizações entre 4,00 e 5,25 pontos, uma perda de mais de 1%. O contrato março/17 era cotado a US$ 3,73 por bushel e o maio/17 a US$ 3,81 por bushel. O julho/17 finalizou o dia a US$ 3,87 por bushel.

Segundo dados das agências internacionais, o mercado ainda observa a possibilidade de suspensão nas importações de milho dos EUA por parte do México. O país é um dos principais compradores do produto americano. Essa polêmica tem rondado o mercado durante toda essa semana.

Em contrapartida, os participantes do mercado seguem atentos à nova safra americana. Os analistas ponderam que a semeadura da nova safra deverá começar na próxima semana no Sul do país. Para essa temporada, a perspectiva é que haja uma redução na área destinada ao plantio do cereal.

Do lado da demanda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu novo boletim de vendas para exportação. Na semana encerrada no dia 9 de fevereiro, as vendas de milho somaram 1.068,7 milhão de toneladas. Do total, cerca de 783,5 mil toneladas da safra 2016/17 e o restante, de 285,2 mil toneladas da temporada 2017/18.

O volume ficou dentro das expectativas dos participantes do mercado, entre 900 mil toneladas a 1.250 milhão de toneladas.

Mercado brasileiro

As cotações do cereal praticadas no mercado interno apresentaram algumas variações nesta quinta-feira (16). De acordo com o levantamento realizado pelo economista do Notícias, André Lopes, em Cristalina (GO), a perda foi de 8,82%, com a saca a R$ 31,00. Já em Rondonópolis (MT), a queda foi de 7,14%, com a saca a R$ 26,00.

Na região de Sorriso (MT), a desvalorização ficou em 4,76% e a saca a R$ 20,00. Em Campo Novo do Parecis (MT), a queda foi de 4,26%, com a saca a R$ 22,50. Em contrapartida, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a alta foi de 1,30%, com a saca a R$ 39,00. No Porto de Paranaguá, a saca para entrega futura ficou estável em R$ 30,50.

Conforme explica o analista do Grupo Milhão Alimentos, Mársio Antônio Ribeiro, ainda há certa disputa entre os vendedores e consumidores no mercado do milho. "No final de 2016, a indústria se abasteceu com o grão do mercado interno e também das importações. E isso lhes deu fôlego para aguardar com relativa tranquilidade a entrada da safra de verão", pondera.

E, pelo menos por enquanto, a safra de verão tem chegado ao mercado, mas de maneira mais pontual. O destaque ainda fica por conta do Sul do Brasil, especialmente o Paraná, onde a colheita já está completa em 6% da área semeada nesta temporada, de acordo com último levantamento reportado pelo Deral (Departamento de Economia Rural).

"Além disso, o nosso sentimento é que ainda existe uma boa quantidade de milho da safra passada ainda disponível no mercado. E com a entrada da 1ª safra em existirá uma pressão de venda em breve. Quem não vender nos próximos 20 a 30 dias vai concorrer com a nova safra", diz o analista.

Paralelamente, as projeções otimistas para a segunda safra, se confirmadas, podem trazer uma pressão ainda maior aos preços. "Poderemos ver os preços em Mato Grosso próximos de R$ 15,00 a R$ 16,00 a saca. Em Goiás, há possibilidade de valores entre R$ 18,00 a R$ 20,00 a saca. Diante desse cenário, a orientação é que os produtores negociem o produto", alerta Ribeiro.

Por outro lado, na BM&F Bovespa, as cotações do cereal finalizaram o dia em campo misto. As primeiras posições caíram entre 0,15% e 1,17%. Já os contratos mais longos apresentaram ganhos entre 0,16% e 1,79%. O março/17 era cotado a R$ 34,20 a saca e o setembro/17 a R$ 30,40 a saca.

Além da influência de Chicago, as cotações também refletiram o comportamento do dólar. A moeda reverteu as quedas e conseguiu encerrar a sessão desta quinta-feira do lado positivo da tabela, cotada a R$ 3,0841 e ganho de 0,56%. De acordo com a agência Reuters, a recente queda registrada no câmbio acabou atraindo o interesse dos investidores.

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Data de Publicação: 17/02/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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