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Milho inicia 3ª feira com ligeiras altas em Chicago e tenta consolidar 2º dia consecutivo de valorização

Pelo segundo dia consecutivo, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo positivo. As principais posições da commodity exibiam ganhos entre 0,75 e 2,00 pontos, por volta das 8h30 (horário de Brasília). O contrato março/18 era cotado a US$ 3,86 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,91 por bushel.

As cotações continuam sendo sustentadas pelas preocupações com o clima na Argentina. As lavouras já apresentam perdas consolidadas e segundo dados da Reuters internacional "é improvável que as plantações sejam ajudadas significativamente por chuvas ao longo dessa semana".

Do mesmo modo, as agências internacionais destacam que as reduções da safra da Argentina e dos estoques americanos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) também dão suporte aos preços. Por outro lado, a demanda tem mostrado a sua força e ainda nesta segunda-feira o departamento reportou duas vendas de 362,552 mil toneladas do cereal.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Preços sobem mais de 2% no pregão desta 2ª feira na BM&F e março/18 se aproxima de R$ 42/sc

A segunda-feira (12) foi positiva aos preços do milho negociados na BM&F Bovespa. As principais posições do cereal ampliaram os ganhos durante a sessão e finalizaram o dia com ganhos de mais de 2%. O março/18 se aproximou do patamar de R$ 42,00 a saca e encerrou o pregão a R$ 41,80 a saca. O maio/18 era cotado a R$ 39,15 a saca.

No mercado doméstico, as cotações também registraram valorizações em algumas praças, segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em Cascavel (PR), o preço subiu 4,29%, com a saca do grão a R$ 29,20.

Ainda no estado paranaense, em Ubiratã e Londrina, a valorização ficou em 3,85% e a saca do milho encerrou a segunda-feira a R$ 29,70. Em Luis Eduardo Magalhães (BA), a saca também registrou alta de 3,85% e fechou o dia a R$ 27,00. Na região de Assis (SP), o ganho foi de 0,94%, com a saca a R$ 32,30.

No Porto de Paranaguá, o valor futuro, para entrega em agosto/18, permaneceu estável em R$ 33,50 a saca. Em contrapartida, em Castro (PR), a saca caiu 5,00% e terminou a segunda-feira a R$ 38,00.

Segundo dados reportados pelo Cepea, os preços continuam em alta no mercado brasileiro. "A restrição vendedora e as incertezas quanto à segunda safra nacional e à produção argentina impulsionam os preços de novos negócios", informou a entidade em seu comentário semanal.

Os preços permanecem mais altos apesar do período de colheita da safra de verão e dos elevados estoques brasileiros, ainda conforme destaca o Cepea.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou a segunda-feira a R$ 3,2580 na venda, com ganho de 0,20%. "O câmbio acompanhou a trajetória da moeda ante divisas de emergentes no exterior no dia em que o Banco Central voltou a intervir no mercado de câmbio", informou a Reuters.

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram o pregão desta segunda-feira (12) com ligeiras altas, próximos da estabilidade. Após operar grande parte do dia em campo negativo, as cotações voltaram a subir e finalizaram a sessão com ganhos entre 0,25 e 1,25 pontos. O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,84 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,90 por bushel.

De acordo com dados das agências internacionais, o mercado encontrou suporte nas informações vindas do lado da demanda. Os embarques semanais do cereal somaram 1.376,999 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 8 de março, conforme reportado no boletim semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O número ficou ligeiramente acima do esperado pelos investidores, entre 890 mil a 1,19 milhão de toneladas. Até o momento, o acumulado embarcado na temporada chega a 20.323,431 milhões de toneladas de milho. No mesmo período do ano anterior, o número era de 28,9 milhões de toneladas.

O USDA também divulgou duas vendas de milho nesta segunda-feira, somando 362,552 mil toneladas. A primeira, de 107,752 mil toneladas, tem como destino o Japão e o restante, de 254,800 mil toneladas, para destinos não revelados. Ambos os volumes negociados deverão ser entregues ao longo da campanha de comercialização 2017/18.

Outra variável que segue no radar dos investidores é o comportamento do clima na Argentina. "As chuvas do final de semana foram muito irregulares e as precipitações ainda deverão ser limitadas nos próximos 10 dias", informou o Commodity Weather Group ao site internacional. O sentimento do mercado é que as chuvas chegariam muito tarde para algumas lavouras no país vizinho.

Paralelamente, os sites internacionais ainda destacam que os ajustes nos estoques americanos, na safra da Argentina ainda dão suporte aos preços. "Esse cenário ainda dá um tom de apoio aos preços da commodity", reportou Water Street Solutions ao Agrimoney.com.

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Data de Publicação: 13/03/2018 às 10:20hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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