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Milho em Chicago trabalha em campo positivo nesta 5ª com suporte de recompras técnicas e alta do trigo

Nesta quinta-feira (17), o mercado do milho testa ligeiras altas na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal, por volta de 9h15 (horário de Brasília), subiam entre 2 e 2,50 pontos, com o julho/18 valendo US$ 4,01 por bushel, e o dezembro/18 tinha US$ 4,19.

"Os futuros dos grãos trabalham em alta com suporte de um movimento técnico de compra de posições e das altas do trigo (de mais de 2% nesta manhã de hoje), além das expectativas positivas das conversas retomadas entre China e Estados Unidos", explica o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr.

O mercado internacional não se desliga também do avanço do plantio da safra 2018/19 dos Estados Unidos, que apresenta um bom ritmo este ano, porém, com alguns pontos do Corn Belt chamando atenção por certas adversidades.

"Outro sistema de tempestades está se movendo sobre a região produtora e pode manter os solos muito úmidos em áreas da parte superior do Meio-Oeste americano, complicando a finalização do plantio. A segunda semana das previões mostra que, no vale do rio Mississipi, o tempo deverá seguir quente e úmido", completa Knorr.

Atenção dos traders voltada também à demanda, como explica o analista. Dados mostraram que a produção de etanol no país cresceu, na última semana, 1,75%, o que poderia sugerir um aumento na mistura do combustível à gasolina.

Ainda nesta quinta, o mercado recebe, também do lado da demanda, os números das vendas semanais para exportação pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As expectativas para o cereal são de 700 mil a 1 milhão de toneladas para a safra velha e 50 mil a 200 mil para a safra nova.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Chicago devolve parte dos ganhos da véspera e os futuros perderam até 3 pontos nesta 4ª feira

Os bons ganhos da véspera do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) foram em parte devolvidos na sessão desta quarta-feira (16), com um misto de realização de lucros, pressão da soja e relativização do peso das chuvas que poderão chegar em áreas produtoras americanas.

O futuro de julho perdeu 3 pontos, a US$ 3,99 o bushel, o mesmo recuo visto na tela de setembro (US$ 4,07) e queda de 2,25 pontos no contrato de dezembro (US$ 4,17).

O portal Farm Futures alertou, ao fechamento de hoje em Chicago, sobre as variáveis que influenciaram as decisões de vendas dos agentes, destacando a pressão negativa nos preços da soja.

Quanto às chuvas, há tendência de secagem na região dos Grandes Lagos, mas mais úmido no noroeste do Cinturão do Milho, o que também limita as perdas.

Mas permanece do radar dos traders, segundo o Farm, a hora em que os compradores finais do milho brasileiro começarem a ficar preocupados com a queda da oferta. Portanto, um viés de alta.

BM&F Bovespa e físico

Os papéis em São Paulo tiveram altas mais limitadas na comparação com a terça, com variações de 0,24%, 0,61% e 1,43%, respectivamente julho/R$ 42,40, setembro/R$ 41,05 e novembro/R$ 42,45.

No mercado físico, a movimentação mais percebida foi em Sorriso, cuja alta da saca, 6,25%, ficou em linha com a de ontem, e fechou em R$ 17,00. Campo Novo do Parecis, também no Mato Grosso, perdeu 2,08%, R$ 23,50.

No Paraná, nenhuma praça importante teve mexida. Cascavel, por exemplo, o milho para o produtor permaneceu em R$ 31,50.

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Data de Publicação: 17/05/2018 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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