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Milho: Em Chicago, mercado inicia pregão desta 6ª feira com ligeiras desvalorizações depois dos ganhos recentes

As principais posições da commodity exibiam ligeiras desvalorizações entre 1,50 e 1,75 pontos, perto das 8h54 (horário de Brasília). O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,64 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,71 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, o mercado ainda absorve os novos dados de oferta e demanda reportados nesta quinta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão revisou para baixo os estoques finais americanos, assim como, a projeção para a safra de milho da Argentina nesta temporada.

O número, de 39 milhões de toneladas, ficou em linha com o reportado pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O clima na Argentina também continua no radar dos participantes do mercado. Do mesmo modo, a demanda pelo cereal norte-americano segue no foco dos traders.

Confira como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: USDA reduz estoques americanos e safra na Argentina; leves altas na CBOT

O pregão desta quinta-feira (8) foi de ligeiras altas aos preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity subiram entre 0,25 e 0,75 pontos. O vencimento março/18 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o maio/18 operava a US$ 3,73 por bushel.

Conforme dados do site Agrimoney.com, o mercado foi impulsionado pelas novas projeções trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim de oferta e demanda. Os estoques finais americanos do grão caíram de 62,92 milhões para 59,74 milhões de toneladas.

As projeções para a safra da América do Sul também era aguardadas pelos participantes do mercado. Para a Argentina, o USDA reduziu para 39 milhões de toneladas a estimada para a produção de milho nesta temporada. O número ficou abaixo do indicado em janeiro, de 42 milhões de toneladas.

Os estoques finais do país também foram revistos para baixo e recuaram de 6,27 milhões para 5,27 milhões de toneladas. As exportações argentinas de milho ficaram em 27,5 milhões de toneladas, frente as 29 milhões de toneladas estimadas no relatório anterior.

A projeção do departamento norte-americano para a safra da Argentina ficou em linha com o divulgado nesta quinta-feira pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). "O número representa uma queda de 5% em relação à sua primeira previsão, de 41 milhões de toneladas"

Ainda no boletim, o USDA revisou a sua projeção para a safra global de milho no ciclo 2017/18. O número recuou e 1.044,56 bilhão para 1.041,73 bilhão de toneladas. Os estoques ficaram em 203,09 milhões de toneladas, contra as 206,57 milhões de toneladas estimadas em janeiro.

Ainda hoje, o USDA também divulgou seu boletim de vendas semanais de milho. Na semana encerrada no dia 1 de fevereiro, as vendas do cereal somaram 1,76 milhão de toneladas.

A estimativa dos participantes do mercado era de 1,35 milhão de toneladas. O volume ficou 4% abaixo do indicado na semana anterior, porém, 27% acima da média das últimas quatro semanas.

No acumulado da temporada, as vendas do cereal somam 34.021,5 milhões de toneladas. O volume ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, de 41.189,4 milhões de toneladas do cereal.

Mercado interno

A quinta-feira (8) foi de ligeiras movimentações aos preços do milho praticados no mercado doméstico. De acordo com levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Sorriso (MT), o preço caiu 7,14%, com a saca do cereal a R$ 13,00. Em São Gabriel do Oeste (MS), a perda foi de 2,27%, com a saca a R$ 21,50.

Na região de Castro (PR), a perda foi de 1,67%, com a saca a R$ 29,50. Na contramão desse cenário, em Campo Novo do Parecis (MT), a saca subiu 2,78%, com a saca a R$ 18,50. Ainda em Mato Grosso, em Tangará da Serra, o ganho foi de 2,63%, com a saca a R$ 19,50. Já em Assis (SP), o ganho foi de 1,11%, com a saca a R$ 27,30.

Os analistas ainda reforçam que o mercado encontra suporte nos atrasos na colheita na safra de verão. No maior estado produtor do cereal na primeira safra, o Rio Grande do Sul, cerca de 30% da safra já foi colhida, segundo dados reportados pela Emater/RS.

"Os rendimentos se mantêm em níveis satisfatórios, com casos recorrentes que ultrapassam seis mil kg/ha, cenário este registrado nas áreas ao Norte do estado", informou em nota.

Em contrapartida, as lavouras semeadas no Centro-Sul do estado sofreram com o stress hídrico e as chuvas observadas ao longo da segunda quinzena de janeiro não foram suficientes para reverter a ausência de água no solo. "Atingindo fortemente as lavouras em fase reprodutiva e diminuindo assim o potencial produtivo", destacou a entidade.

Dólar

O dia foi de ligeira alta ao dólar. A moeda norte-americana subiu 0,13% e encerrou o pregão desta quinta-feira a R$ 3,2811 na venda. "Os investidores aproveitaram o nível de preço para vender a moeda após ela ter ido a US$ 3,30 sob influência externa, ainda em meio à percepção de aperto mais intenso de juros nos EUA", divulgou a Reuters.

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Data de Publicação: 09/02/2018 às 11:00hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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