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Milho: À espera do boletim do USDA, mercado testa leves valorizações na manhã desta 5ª em Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (12) com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Por volta das 8h00 (horário de Brasília), os principais vencimentos da commodity subiam entre 1,00 e 2,75 pontos, com o julho/18 cotado a US$ 3,32 por bushel. O setembro/18 trabalhava a US$ 3,42 por bushel e o dezembro/18 era negociado a US$ 3,56 por bushel.

O mercado esboça uma tímida reação depois das perdas registradas recentemente. Os investidores também aguardam os novos números de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira.

Em meio às boas condições das lavouras norte-americanas, a perspectiva é que o departamento eleve a sua projeção para a safra nesta temporada. Inclusive, o bom desenvolvimento das plantações tem sido um dos fatores de pressão nos preços nos últimos dias.

Ainda hoje, o USDA também divulga o seu boletim semanal de vendas para exportação. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações. Por outro lado, a guerra comercial entre EUA e China também permanece no radar dos participantes do mercado.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Mercado recua mais de 2% nesta 4ª em Chicago com foco na China e no clima no Meio-Oeste

As crescentes tensões comerciais entre as duas maiores potências mundiais, Estados Unidos e China, geraram uma aversão ao risco nesta quarta-feira (11) e derrubaram as principais commodities agrícolas. No final desta terça-feira, o governo norte-americano ameaçou impor novas tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Já o Ministério do Comércio da China informou, em nota, estar "chocado", que as ações são "completamente inaceitáveis" e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio, conforme informações Reuters. "Essa é uma luta entre unilateralismo e multilateralismo, protecionismo e livre comércio, poder e regras", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, nesta quarta-feira em entrevista à agência de notícias.

Diante desse cenário, o milho recuou pelo terceiro dia consecutivo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity ampliaram as perdas e encerraram a sessão com quedas de mais de 7 pontos, uma desvalorização de mais de 2%.

O vencimento julho/18 era cotado a US$ 3,31 por bushel, enquanto o setembro/18 operava a US$ 3,40 por bushel. O dezembro/18 finalizou o pregão a US$ 3,53 por bushel e o março/19 trabalhava a US$ 3,65 por bushel.

“No curto prazo, a China provavelmente não conseguirá tirar muito de seus negócios dos EUA, e o que eles provavelmente irão se deslocar. Mas, a longo prazo, isso lhes dá mais incentivo para desenvolver outros canais ”, disse Ted Seifried, analista da Zaner Ag Hedge em entrevista à Reuters internacional.

Paralelamente, as atenções dos participantes do mercado estão voltadas para o comportamento do clima no Meio-Oeste, já que grande parte das lavouras está em fase de polinização. O relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta quinta-feira, também segue em pauta.

"As previsões para uma mistura favorável de chuva e calor moderada na próxima semana no Meio-Oeste ressaltou a perspectiva de uma colheita abundante de milho e aumentou as expectativas de que o USDA aumente sua previsão de safra no boletim de amanhã", informou a Reuters.

Mercado brasileiro

Após um longo período sem oscilações expressivas, as cotações do milho negociadas no mercado interno tiveram um dia mais movimentado. Nesta quarta-feira, a saca caiu 7,69% em Jataí (GO) e terminou o dia a R$ 24,00. Já em Campinas (SP), a perda foi de 1,35%, com a saca do cereal a R$ 36,60.

Na região de Sorriso (MT), a alta ficou em 5,56%, com a saca do milho a R$ 19,00. Já em Ponta Grossa (PR), o ganho ficou em 2,94%, com a saca a R$ 35,00. No Oeste da Bahia, a saca subiu 3,13% e fechou o dia a R$ 33,00.

Os analistas ainda reforçam que as cotações permanecem pressionadas em meio ao andamento da colheita da segunda safra. Por outro lado, a questão do tabelamento do frete também tem impactado as negociações.

A MP 832, que estabelece preço mínimo para o frete rodoviário foi aprovado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. Medida será votada agora no plenário do Senado.

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Data de Publicação: 12/07/2018 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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