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MB Agro: Volume de entrega de fertilizantes previsto para este ano é de R$ 34 milhões de toneladas

O Brasil deve fechar este ano com um volume de entrega de fertilizantes da ordem de 34 milhões de toneladas, segundo estimativas da MB Agro. Para o próximo ano, a perspectiva é de um leve crescimento, chegando a 34,4 milhões de toneladas. A divulgação dessas informações ocorreu durante a palestra do economista Alexandre Mendonça de Barros, sócio da MB Agro, no 7º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA – Associação Nacional para a Difusão de Adubos, nesta terça-feira (29), em São Paulo.

A estimativa para este ano é justificada, segundo Mendonça de Barros, pelo baixo preço que pode levar a uma decisão tardia da safrinha de milho. “Em agosto do ano passado, nossa projeção era de um volume de entrega de 34,6 milhões de toneladas, mas diante deste cenário, a decisão que acontece entre os meses de novembro e dezembro, poderá ser adiada para janeiro e fevereiro do próximo ano”, explica.

Em sua apresentação, o economista trouxe também uma projeção da área plantada na safra 2017/2018, com um crescimento de apenas 1% na área de soja, com 34 milhões de hectares e uma queda tanto na área de milho como da safrinha. Está previsto também um aumento da área de milho plantada de 11%, chegando a um milhão de hectares. “Essa alta ocorrerá na Bahia e no Mato Grosso. E, não cresce mais por falta de equipamento para colheita e processamento”, acrescentou.

Em termos de estoque, para a safra 2016/2017, Mendonça de Barros apresenta uma estimativa de 12 milhões de toneladas de soja e de 21 milhões de toneladas de milho. Nos últimos anos, o maior volume estocado nessas duas safras foram de 6 milhões, na safra anterior, e 12 milhões, na safra 2013/2014, respectivamente.

Mendonça de Barros também apresentou uma análise da macroeconomia e seu impacto para o agronegócio, em especial, a questão do câmbio e do crédito no mercado. “Nossa estimativa é que o câmbio fique entre R$ 3,10 e R$ 3,30 para o próximo ano. No entanto, essa taxa pode variar de acordo com o cenário político-eleitoral”, disse.

Já no caso do crédito, o economista apontou uma tendência que pode trazer mudanças significativas no segmento. “Nossa projeção é que a taxa Selic chegue a 7% ao ano. Com isso, a taxa de juros do crédito rural, que é de 8,5%, será maior. É um fato novo no mercado”, disse. Além disso, há um direcionamento para que ocorram diferentes formas de captação de recursos, diminuindo o papel central dos bancos de varejo. “Minha preocupação apenas é que essa transição seja equilibrada, feita com bom senso, porque não dá para acontecer de uma hora para outra”.

Na sequencia, o economista Roberto Macedo fez uma análise da economia e trouxe indicativos de instituições sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos. “A economia segue um processo de lenta recuperação. Iniciou um movimento de saída do “buraco da recessão”, mas ainda permanece nele. Olhando à frente, as previsões apontam para uma aceleração desse movimento, mas com a taxa de variação anual do PIB passando de um valor em torno de 0,3% a 0,5% para algo em torno de 2,0 a 2,5%”, disse.

Segundo Macedo, um dos ativos mais importantes do Brasil é o tamanho de seu mercado. “Se juntar o PIB do México, da Colômbia e da Argentina dá o PIB de nosso país, ainda com oportunidades para exportação para os países que compõe o Mercosul”.

Nutrientes para vida

Heitor Cantarella, diretor do Centro de Solos e Recursos Ambientais do Instituto Agronômico (IAC), ministrou a palestra Fertilizantes, Sustentabilidade e Nutrientes para a Vida no Brasil, destacando a importância de realizar uma forte divulgação sobre os benefícios do uso de fertilizantes e dos nutrientes para vida. “Ainda existe um desconhecimento e preconceito ante os fertilizantes, que facilmente são confundidos com outros insumos. Com isso, alguns estudos produzidos podem trazer ainda mais desinformação e exageros”.

Em sua palestra, Cantarella ressaltou os benefícios da aplicação de fertilizantes, incluindo a questão do solo. “Se ele (solo) não estiver bem nutrido, vai ser mais suscetível a erosão. Além disso, o solo precisa repor o nutriente após a plantação e colheita para manter sua fertilidade”, acrescenta.

O diretor do IAC também mostrou as iniciativas que estão sendo feitas pela iniciativa Nutrientes para a Vida, que reúne o mercado e a academia, para educar as pessoas, em especial os consumidores, acerca do tema fertilizantes e nutrientes.

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Data de Publicação: 01/09/2017 às 12:10hs
Fonte: Mecânica de Comunicação
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