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Manejo adequado do solo pode aumentar produtividade do arroz em 15%

Os desafios para alcançar um manejo mais conservacionista na cultura do arroz no Rio Grande do Sul, sem o excessivo preparo do solo, foi um dos pontos abordados no Painel sobre "Sistemas Integrados e Manejo Conservacionista, Lavoura do Futuro, papel do Irga, papel de outras Instituições", que abriu o Fórum Técnico na última quinta-feira, 16 de fevereiro, primeiro dia da vigésima sétima Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento segue até sábado, dia 18, na Estação Experimental do Arroz, do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha (RS).

O palestrante, Filipe Selau, mestre em Ciência do Solo e Pesquisador do Irga, destacou os pilares de um manejo conservacionista como a redução de preparo do solo, sua cobertura e a rotação de cultura. Segundo ele, os desafios são colher em solo seco e fazer o manejo de palha do arroz. "No nosso entender, observar estes pilares é muito importante para o futuro da lavoura, para a sustentabilidade. Eles trazem como benefícios redução na infestação de plantas daninhas, melhoria da fertilidade, diversificação de fonte de renda para o produtor, redução do preparo de solo e aumento da produtividade, que o Irga tem verificado na faixa de 15%, com alguns produtores atingindo índices maiores", observou.

Conforme o pesquisador a questão dos sistemas integrados de produção está ressurgindo como um novo pilar de pesquisa mais sustentável, no sentido de reunir todas as culturas disponíveis, principalmente para os ambientes de terras baixas. "O Irga tem hoje uma linha de pesquisa junto com a Ufrgs, Embrapa e outras instituições, que contemplam rotação de culturas e integração lavoura pecuária. Esta última vem sendo desenvolvida na região da Fronteira Oeste, no município de Uruguaiana (RS)", explicou Selau.

Na opinião do pesquisador do Irga, a principal mensagem da palestra foi a importância em reduzir a questão do preparo de solo. "Fazer a semeadura direta de arroz, rotação de culturas, com soja, que é uma ferramenta muito importante, ou milho e pastagens, com a inserção de animais em pastejo, são fundamentais. Também é preciso pensar em alto aporte de resíduos, em reciclagem, em plantas de cobertura e em reduzir infestação de plantas daninhas. Tudo isso com o objetivo de realizar um manejo mais conservacionista", concluiu Selau.

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Data de Publicação: 21/02/2017 às 14:40hs
Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)
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