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Mais de 20 madeireiras são suspeitas de integrar esquema criminoso em MT

Um esquema criminoso de comercialização de créditos florestais e de guias florestais foi desarticulado em Mato Grosso pela nova etapa da Operação Malha Verde. A operação, que bloqueou 24 madeireiras envolvidas no crime, tem por objetivo o combate à exploração ilegal de madeira e fraudes nos sistemas de controle do comércio e transporte de produtos florestais. A medida possibilitou o bloqueio de mais de 100 mil metros cúbicos que possivelmente seriam utilizados no esquema criminoso, o que é equivalente a aproximadamente 3 mil caminhões carregados de madeira.

O esquema estava em funcionamento há quatro anos e inseriu no mercado de mais de 60 mil metros cúbicos de madeira, fruto de roubo ou desmate ilegal, como produto de origem lícita.

A ação é realizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso desde a última quarta-feira (12) na região de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá.

O núcleo do esquema funcionava em um escritório instalado em uma empresa madeireira de Alta Floresta, e no mesmo local também era movimentada outra empresa de fachada. No escritório, uma pessoa foi presa em flagrante na última quinta-feira (13), no momento em que finalizava a impressão de três guias florestais falsas, que seriam utilizadas para esquentar um carregamento de madeira serrada procedente do município de Nova Monte Verde. Essa carga teria como destino final três municípios paulistas.

No local, foram apreendidos computadores, aproximadamente R$10.000,00 em dinheiro, vários cheques e grande quantidade de documentos probatórios do funcionamento da organização criminosa.

Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram apreendidos ainda três caminhões com carregamentos de madeira serrada de origem ilegal, totalizando 83,3 metros cúbicos. Os veículos foram interceptados na BR-163 e estavam com guias florestais falsas procedentes do esquema. Outros carregamentos ainda estão sendo rastreados.

Parte das empresas envolvidas eram de fachada ou fantasmas. Uma placa de identificação de uma empresa madeireira envolvida foi encontrada fixada em uma residência e de outra empresa foi encontrada em um lava-jato. A maior parte das transações entre os envolvidos eram efetuadas virtualmente. Dentre os investigados estão o prefeito de Alta Floresta e membros da diretoria de um sindicato de madeireiros da região.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de formação de organização criminosa, falsidade ideológica, crimes ambientais diversos, dentre outros. O Ibama continuará as análises para apuração das infrações administrativas.

Segundo o superintendente do Ibama em Mato Grosso, Marcus Keynes, “O Núcleo de Inteligência do Ibama está trabalhando intensamente para desarticular e interromper esses esquemas ilegais no setor madeireiro, que causam muitos prejuízos para o estado e para a sociedade, tanto econômico quanto ambiental”. “Essa concorrência desleal prejudica, também, os esforços para que o setor madeireiro trabalhe de forma sustentável”, afirma.

O delegado da Dema, Gianmarco Paccola Capoani, disse que o esquema é grande e ainda não é possível dimensionar o tamanho. “As investigações demandam ainda uma série de diligências e no momento não há previsão para seu encerramento”, destaca. Conforme ele, equipes policiais e de fiscais ainda estão na região de Alta Floresta para checagem das empresas e vistorias dos pátios para confronto daquilo que está declarado no Sistema com o que tem de fato em seus depósitos.

Os envolvidos no esquema poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e ambientais.

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Data de Publicação: 26/08/2015 às 18:20hs
Fonte: G1
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