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Liberação de crédito pelo BB deve crescer 10%

Apesar dos baixos preços das commodities e da perspectiva de uma queda da Selic a patamares inferiores aos juros do Plano Safra, o Banco do Brasil espera que a liberação de crédito rural cresça, no mínimo, 10% na safra 2017/2018 em relação ao ciclo anterior.

Na safra passada, o banco liberou R$ 72 bilhões em crédito para os produtores. Caso a perspectiva se concretize, os desembolsos deverão chegar a R$ 79,2 bilhões até junho do ano que vem.

A projeção leva em conta um cenário atípico para o crédito rural, com a taxa básica de juros se aproximando daquelas previstas pelo Plano Safra, que tem tarifa média de 8,5%. "Os recursos são favoráveis e suficientes e as taxas de juros - embora a Selic esteja em queda - são atraentes para o produtor, que terá que continuar a investir", disse o diretor de agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa.

Parte do otimismo do executivo se deve aos bons resultados obtidos pelo banco nos primeiros três meses da temporada atual. A instituição já liberou R$ 17,7 bilhões na safra 2017/2018, valor 23% superior ao mesmo período do ciclo anterior. Segundo ele, apenas em setembro, foram R$ 7 bilhões, alta de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado.

"Nossa percepção é de que o setor vai continuar forte e o produtor vai manter o investimento", afirma. Conforme Costa, o Banco do Brasil é responsável por 58,2% dos recursos liberados para o setor por meio de crédito oficial.

Ele ainda afirmou que está otimista com o a entrada do banco no sistema de barter - a troca de insumos por grãos -, anunciada recentemente. "Isso está sendo feito por meio da BB Trade, para que o produtor possa ser atendido plenamente pelo banco como é pelas tradings", justifica o executivo.

Na avaliação do sócio-consultor da MB Agro, Alexandre de Mendonça de Barros, esse cenário mostra que o sistema financeiro está com apetite para emprestar "A situação do crédito é tranquila em um ano atípico e não acredito que faltará recurso para o plantio da safra, que será feito em um ritmo muito bom", afirma.

Conforme Barros, a próxima safra dificilmente repetirá o recorde registrado no ciclo passado, quando foram colhidas 238,8 milhões de toneladas. "Foi um ano fora da curva e com uma produtividade espetacular", disse. "Além disso, o cenário climático indica algum risco de La Niña no Sul do País, o que penaliza a região com menos chuva", disse.

Barros projeta que a safra de soja 2017/2018 deva chegar a 108 milhões de toneladas, recuo de 5,2% em relação aos 114 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2016/2017. A colheita poderá ser maior se o clima ao longo da safra for favorável para a cultura.

"A área vai crescer sobre o milho na primeira safra. A venda de sementes para milho destinado a grãos recuou 30% nesta safra, o que é um indicativo importante", afirmou o analista da MB Agro.

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Data de Publicação: 29/09/2017 às 12:00hs
Fonte: DCI
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