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J&F vende a Eldorado por R$ 15 bilhões a grupo holandês

A holding J&F, conglomerado de empresas da família Batista vendeu, na tarde deste sábado (02/9), a Eldorado Papel e Celulose por R$ 15 bilhões a um grupo holandês que também atua na área, o Paper Excellence.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, o contrato de compra e venda prevê a transferência de 100% dos ativos das ações aos holandeses, numa operação que deve levar 12 meses. É a maior grande venda da J&F, que já declarou em delação premiada, que vai vender seus negócios no Brasil. De acordo com a Paper Excellence, a aquisição é importante porque inclui no seu portfolio ativos de produção de celulose de eucalipto. No texto, a J&F destaca a qualidade dos ativos que compõem a Eldorado e as empresas afirmam que a negociação atendeu ao interesse das duas partes.

A Eldorado Papel e Celulose está localizada na cidade de Três Lagoas (MS) e produz cerca de 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano. No ano passado, os Batistas anunciaram a construção da Eldorado II, ao lado da primeira fábrica, para dobrar a produção. As obras não foram paralisadas.

Além da Eldorado, a J&F já havia anunciado, nos últimos meses, a venda de suas ações na Alpargatas por R$ 3,5 bilhões e as plantas de processamento de carne em alguns países da América Latina (Argentina, Paraguai e Uruguai), por R$ 6 bilhões.

O Grupo Paper Excellence é uma empresa holandesa e iniciou suas atividades em 2007, com a primeira fábrica de celulose no Canadá. Atualmente, tem cinco fábricas no Canadá e duas na França, produz 2,3 milhões de toneladas de celulose anualmente.

Greenfield

A Eldorado Papel e Celulose é uma das empresas envolvidas em denúncias de corrupção (Operação Greenfield), que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Segundo a Polícia Federal o prejuízo é de R$ 1,7 bilhão.

Joesley Batista disse que pagou propina para obter a liberação de R$ 940 bilhões do FI-FGTS (Fundo da Caixa Econômica Federal que utiliza recursos do FGTS para investir em projetos de infraestrutura) para construir a fábrica.

De acordo com a PF, os envolvidos cometeram fraudes em Fundos de Pensão que realizaram investimentos no Fundo de Investimentos em Participação (FIP) Florestal. O FIP teria recebido um aporte de cerca de R$ 550 milhões dos fundos de pensão Petros e Funcef. Esse valor, com as correções, chega a R$ 1,7 bilhão.

A J&F atuou de duas formas para tentar influenciar as investigações da operação. Uma das frentes foi a contratação de um advogado amigo de um juiz do caso e a outra foi o pagamento de propina a um procurador assistente da acusação.

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Data de Publicação: 06/09/2017 às 18:40hs
Fonte: Globo Rural
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