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Investimento em plantio de árvores reduz exploração de florestas nativas e tem expectativa de rendimento de 12% ao ano

A dificuldade em realizar investimentos sustentáveis e a preocupação com os danos causados pela exploração de florestas nativas fez com que os especialistas em mercado financeiro Thiago Campos e Gilberto Derze criassem a RADIX (www.radixflorestal.com.br). Com foco em Mogno Africano, a empresa faz o plantio de florestas comerciais e capta recursos por meio de investimentos coletivos. 

Criada em 2015, a RADIX chegou ao mercado para abrir as portas de aplicações sustentáveis a pequenos e médios investidores por meio de cotas de R$ 400 e expectativa de rendimento de 12% ao ano – sem considerar a valorização da madeira. “Investir em florestas é ir além da questão financeira. É contribuir com o meio ambiente e ainda ser remunerado por isso”, diz Campos. O processo é 100% on-line e está sendo realizado por uma das maiores plataformas de equity crowdfunding do Brasil, a StartMeUp, autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar esse tipo de operação.

Até o momento, os 30 hectares de Mogno Africano plantados pela RADIX somam 20 mil árvores cultivadas e toneladas de dióxido de carbono absorvidas da atmosfera. A companhia auxilia, portanto, na redução de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. “Além disso, quando explorada, a floresta fornece madeira para o mercado com alta produtividade, o que evita a destruição da flora nativa em uma proporção que pode chegar a 10 vezes a área plantada”, afirma Thiago.

O primeiro plantio foi realizado em 2016, na fazenda dos empreendedores em Unaí (MG). “Plantamos 10 hectares e disponibilizamos parte disso em nosso primeiro crowdfunding, em 2017. Nossa captação arrecadou aproximadamente R$ 260 mil, com 34 investidores, valor reaplicado em mais 20 hectares em Campos Novos (RR)”, conta o empreendedor. Toda a operação conta com apoio técnico do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), do fornecimento de mudas à assessoria para o plantio e manejo florestal.

A nova meta da RADIX é captar R$ 240 mil até dia 15 de abril, com o objetivo de realizar o plantio de mais 20 hectares de Mogno Africano ainda este ano. Vale lembrar que o investimento florestal é uma aplicação de longo prazo, uma vez que o espécime atinge o ponto de corte em 18 anos. “Por segurança contra retardos no desenvolvimento das árvores, nosso contrato é de 20 anos, mas esperamos antecipar o corte para 16 anos, aumentando a rentabilidade anual do investidor”, ressalta Campos.

Uma vez que um investimento é feito, por meio da StartMeUp, o indivíduo adquire uma fração da floresta e passa a receber trimestralmente um demonstrativo de atividades realizadas para acompanhar sua aplicação. “Nossa proposta contribui para o que chamamos de democratização dos investimentos florestais, com aplicações acessíveis aliadas ao ganho ambiental” diz.

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Data de Publicação: 21/02/2018 às 14:00hs
Fonte: PressWorks
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