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Governo estuda lançar Secretaria para incentivar reflorestamento no País

O iminente anúncio pode ocorrer durante ou após a passagem da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, nos próximos dias 19 e 20, quando vai anunciar um aporte de 32 milhões de euros – cerca de R$ 100 milhões – para um fundo de preservação.

“Será uma secretaria dedicada às florestas e à implementação do Código Florestal em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro”, complementou a ministra. “Nós estamos em negociação com os alemães. Com a visita da chanceler Angela Merkel, a expectativa é que anunciemos iniciativas de cooperação”, declarou.

As iniciativas em comum devem consolidar a proposta do Brasil que será levada à COP21 em Paris em dezembro, quando há possibilidade de a ministra anunciar a Secretaria de Florestas e outras ações do Brasil. A proposta será finalizada logo após a visita de Merkel, avalizada pela presidente Dilma Rousseff.

A novidade sobre a secretaria, o anúncio de nova concessão de florestas no Pará e o novo boletim do Cadastro Ambiental Rural mostrando avanços no setor foram os temas do 2º Encontro Nacional de Editores, Colunistas e Blogueiros (Enecob), network promovido pela Coluna Esplanada, em Brasília, no domingo e na segunda-feira, com jornais de 23 capitais onde é reproduzida.

A ministra ressaltou que a entrega da Contribuição Nacional Determinada à Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é um esforço conjunto entre sociedade civil, setor privado e outros cinco ministérios. “Há um envolvimento do Ministério do Meio Ambiente, da Fazenda, do Planejamento, da Agricultura e de Minas e Energia”, explicou.

Reflorestamento

Para Izabella Teixeira, a principal ambição do Brasil para contribuir para o meio ambiente e levar para a Conferência do Clima, em Paris, é a taxa de reflorestamento. “O desafio é começar a capturar (carbono) por reflorestamento”, afirma.

Ela destacou que a restauração florestal é a oportunidade de se criar uma nova economia no Brasil: “Construir uma ação de desenvolvimento, onde a floresta em pé e a floresta restaurada com tecnologias gerem emprego, desenvolvimento, inclusão social. Portanto eu tiro da agenda o (desmatamento) ilegal”.

A meta de reflorestamento que o País assumiu internacionalmente é diminuir, até 2020, 80% do desmatamento na Amazônia. Até então, foram alcançados 76% desse número, de 27 mil km2 de áreas desmatadas em 2004 para 4 mil em 2014.

Companhia aposta no óleo de macaúba

A Gol Linhas Aéreas aposta na produção de biocombustível com óleo de macaúba, com tecnologia concentrada em Minas Gerais, para avançar no setor em que é pioneira no uso desta e de outras matérias-primas como adicionais ao querosene de aviação. Esse foi o destaque da palestra do comandante Pedro Scorza, representante da companhia aérea transportadora oficial do 2º Enecob.

A empresa foi a primeira do País a realizar viagem de avião com o biocombustível, ou bioquerosene. Em cinco anos de aferição, a Gol registrou diminuição de 8% de gases poluentes na atmosfera.

Voo sustentável

Quando a empresa realizou o primeiro voo sustentável com o biocombustível, segundo o comandante, não havia indústria no hemisfério sul apta a vender o produto. “Nós fizemos a estratégia de estruturar essa indústria para nos fornecer o bioquerosene. A gente quer fomentar uma indústria do renovável, uma indústria verde, e que um dos produtos seja o querosene renovável”, explicou Pedro Scorza.

O comandante acrescenta que usar o bioquerosene ainda é um desafio para a empresa devido à diferença de valores. “Hoje o custo do querosene fóssil é três vezes maior do que o renovável”, afirma. Scorza diz que a solução para diminuir o custo de viagens com biocombustíveis é criar um marco regulatório para renováveis de aviação.

“É a mesma coisa que fizeram com o etanol, só que com uma diferença: não só a Gol como qualquer outra companhia aérea pague o preço compatível ao fóssil”, diz.

Saiba mais

Outro ponto levantado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi a tentativa de o governo acabar com o desmatamento ilegal. Ela acredita que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) será imprescindível no auxílio ao combate do desmatamento.

Além do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a ministra antecipou que está sendo proposta a implementação pelo Serviço Florestal Brasileiro do CAR-Carbono.

Dessa forma, para ela, além de ser possível medir o que há de carbono em cada propriedade, o projeto vai oferecer alternativas de desenvolvimento também para a agricultura brasileira.

O Enecob teve patrocínio da Gol Linhas Aéreas, do Banco do Brasil, do Kubitschek Plaza Hotel, e apoio da Claro, da Associação dos Delegados da Polícia Federal, da Associação dos Juízes Federais do Brasil e do Serviço Florestal Brasileiro.

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Data de Publicação: 14/08/2015 às 19:10hs
Fonte: Jornal de Brasília
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