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GNSS pode impulsionar potencial da agricultura de precisão

A Universidade de Nottingham, da Inglatera, está trabalhando em conjunto com parceiros brasileiros e da União Europeia a fim de resolver problemas de interferência atmosférica que dificultam o posicionamento por satélite em países equatoriais, o que dificulta o uso de tecnologias que dependem dos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). O objetivo é promover o desenvolvimento da agricultura de precisão que depende do posicionamento por satélite e sensoriamento remoto.

A agricultura de precisão utiliza dados obtidos através de tecnologias como o GPS para otimizar o uso de fertilizantes, orientar máquinas sem motoristas e mapear o solo para maximizar a produção das lavouras, ela ainda é pouco adotada em países com clima equatorial como é o caso do Brasil, isso porque são prejudicadas por um fenômeno conhecido como cintilação ionosférica. O líder da pesquisa, Marcio Aquino, do Instituto Geoespacial de Nottingham, explica que a cintilação ionosférica afeta a disponibilidade e precisão do posicionamento por satélite, causando interferências, dificultando o bloqueio de receptores GNSS e até mesmo cuando interrupções de serviço.

"As fortes flutuações de sinal que caracterizam a cintilação ionosférica são causadas pelo comportamento irregular da ionosfera que é típico das latitudes equatoriais, afetando a maior parte do território brasileiro, daí a importância da colaboração bilateral na rede PEARL", destaca.

A rede PEARL é financiada pelo projeto INCOBRA, da Comissão Europeia, e tem objetivo de buscar soluções para esse problema, garantindo que o posicionamento de alta precisão por satélite seja viável no Brasil. De acordo com Aquino, durante sete meses pesquisadores e parceiros industriais brasileiros e europeus desenvolverão estratégias para mapear as causas da cintilação ionosférica e formular soluções baseads em algoritmos especializados para mitigar seus efeitos no posicionamento por satélite.

"Poderia desempenhar um papel fundamental na promoção da adoção do posicionamento por satélite e da ampla aceitação do novo sistema da UE, o Galileo, abrindo caminho para a implementação de serviços em outras partes do mundo igualmente afetadas, como o sul da China, Índia e Indonésia.", conclui.

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Data de Publicação: 05/06/2018 às 16:20hs
Fonte: Agrolink
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